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Acidente não afeta produção de Roncador, diz Petrobras

ANTONIO PITA - Agencia Estado

04 Abril 2014 | 15h 36

Um duto de aço da Petrobras localizado no campo de Roncador, na Bacia de Campos, se desprendeu da plataforma e afundou no oceano. O acidente ocorreu no dia 16 de março. A Petrobras confirmou o acidente mas garantiu que "não há impacto na produção do campo de Roncador".

"Durante o processo de lançamento do primeiro de um dos dois oleodutos definitivos de escoamento de petróleo da plataforma P-55 (...) ocorreu o rompimento de um cabo de aço interligado ao guincho da embarcação de lançamento FDS, da empresa Saipem, com a queda de parte da tubulação no solo marinho", disse a estatal em nota.

"Os dutos danificados já foram substituídos por outros disponíveis em estoque e adquiridos para o lançamento do segundo oleoduto da P-55. O lançamento do primeiro oleoduto ocorrerá ainda neste mês", acrescentou a empresa.

A companhia informou ainda que novos dutos estão em processo de aquisição para reposição daqueles que estavam destinados ao segundo oleoduto. "Não haverá impacto na instalação do segundo oleoduto, que já estava programada para o segundo semestre de 2014", disse.

A Petrobras informou que o escoamento de petróleo nesta fase atual do projeto é realizado por oleoduto já instalado até a plataforma P-54, como originalmente previsto. "Esse duto será substituído quando forem instalados os dois oleodutos definitivos."

Não há estimativa de perda na produção. Segundo a Petrobras, a previsão é de ampliar em 7,5% a produção de petróleo no País em 2014. A expansão da produção tem sido a meta da atual gestão, na tentativa de diminuir a quantidade de produtos derivados importados, que pesam sobre o seu equilíbrio financeiro.

Com a defasagem de preços de gasolina e diesel em relação ao mercado internacional, a empresa tem visto sua dívida aumentar, o que levou a questionamentos internos no Conselho Fiscal e de Administração. Na última quarta-feira, em Assembleia Geral, os acionistas da empresa escolheram um novo conselheiro independente para o Conselho de Administração, na esperança de diminuir a influência do governo, acionista controlador da empresa, nas decisões administrativas.