Paulo Vitor/AE
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Acionista da Oi tenta barrar fundo Aurelius

O Société Mondiale, fundo de Nelson Tanure, deve entregar na segunda-feira, ao juiz da recuperação judicial da Oi uma petição alertando sobre suposta conduta duvidosa e eventual conflito de interesse do fundo Aurelius, um dos credores da companhia

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2017 | 05h00

O fundo Société Mondiale, fundo de Nelson Tanure, deve entregar na segunda-feira, 4, ao juiz da recuperação judicial da Oi uma petição alertando sobre suposta conduta duvidosa e eventual conflito de interesse do fundo Aurelius, um dos credores da companhia, representado pela G5.

De acordo com fontes, a mesma advertência foi feita pelo fundo à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). 

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Segundo documento obtido pelo Estadão/Broadcast, o Societé Mondiale alega que o Aurelius já é controlador da Nextel e, eventualmente assumindo posição acionária de controle na Oi decorrente da reestruturação da dívida da companhia, haverá um conflito frente à legislação e à regulamentação da Anatel, que proíbe duas empresas de mesmo controlador explorem serviços em uma mesma região.

O Société Mondiale argumenta que a ingerência do Aurelius na Nextel se dá por meio da NII Holdings, controladora da companhia, e na qual seus fundos têm participação de 16,86%. 

“O Aurelius se posiciona como credor da Oi, mas tenta movimentar-se para a tomada de controle de modo hostil”, afirmou uma fonte. O resultado esperado pelo Société Mondialie é que, diante de tal fato, o juiz da recuperação judicial venha a considerar abusivo o voto do Aurelius na assembleia de credores.

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