Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Advent faz aquisição para consolidar negócio de autopeças de reposição

A Menil, de Ribeirão Preto (SP), será incorporada pela Fortbras, que havia sido comprada pelo fundo americano em 2016

Mônica Scaramuzzo e Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2017 | 05h00

O fundo americano Advent anunciou ontem a compra da empresa de autopeças de reposição Menil, de Ribeirão Preto (SP), por meio de sua controlada Fortbras. A aquisição, cujo valor não foi revelado, faz parte de um movimento de consolidação da gestora neste segmento. A expectativa do fundo de private equity – que compra participações em empresas – é atingir R$ 600 milhões em faturamento no mercado de peças para carros usados em 2017, um crescimento de 20% em relação ao ano passado.

A Fortbras está presente em 13 Estados do País e continuará a buscar ativos para ampliar seus negócios. A expectativa é atingir receita de R$ 2 bilhões em cinco anos.

Szachnowicz afirmou que, por enquanto, não há planos de abrir o capital da companhia. “Com as crises da economia e do setor automobilístico, o mercado de reposição de autopeças deve seguir firme. Vamos fazer aquisições, mas também investir na abertura de novas lojas e na ampliação do portfólio de produtos”, disse. O executivo lembrou que a atuação estava, até agora, restrita a peças elétricas e agora vai abranger também segmentos como suspensão, freio, embreagem e direção.

Diversificação. Nos últimos meses, as compras do Advent foram pulverizadas por diversos setores. Em dezembro de 2016, o fundo americano fez uma aquisição na área de educação – com a compra da Cesuca, do Rio Grande do Sul. A expectativa é que a gestora, antiga sócia da Kroton, a maior empresa de educação do País, possa comprar outros ativos neste segmento.

Em janeiro, o fundo desembolsou R$ 550 milhões pela quantiQ, empresa de distribuição de produtos químicos que pertencia à Braskem, do Grupo Odebrecht, por meio da controlada GTM.

Em março, o Advent pagou cerca de R$ 200 milhões pelo controle da corretora Easynvest. A gestora também está se preparando para abrir o capital de sua empresa de saúde, a Biotoscana.

Desinvestimento. Outro movimento aguardado pelo mercado é a venda do TCP, terminal portuário paranaense que está sendo negociado com a chinesa China Merchants Group (GMG), operação na qual o fundo é assessorado pelo banco Santander.

O valor total do ativo é estimado em US$ 1 bilhão, mas a cifra pode ser revista. O Advent é o controlador do negócio. Procurado, o grupo asiático não retornou os pedidos de entrevista. O Advent não quis se pronunciar sobre este assunto.

Fontes a par do tema informaram que as negociações estão em fase de análises jurídicas. Uma outra pessoa familiarizada com o assunto afirmou que, com a atual turbulência política, as conversas para a venda de TCP reduziram o ritmo, mas continuam firmes.

O TCP chegou a ser alvo do Dubai Ports World (DP World), mas os chineses saíram na frente, conforme adiantou o Estado.

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