Renata Okumura/Estadão
Renata Okumura/Estadão

Após 17 dias, greve dos Correios chega ao fim

Está previsto um mutirão no fim de semana para colocar a carga postal em dia; a participação é facultativa

Caio Rinaldi, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2017 | 00h31

Em assembleias realizadas nesta sexta-feira, 6, em todo o País, os trabalhadores dos Correios aceitaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e definiram o fim da greve, iniciada em 19 de setembro.

Os profissionais afiliados aos sindicatos representados pela Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) seguiram a orientação da entidade. “Foi atingido o quórum. Ainda temos algumas assembleias acontecendo neste momento, mas já temos o número suficiente para aprovar o acordo”, afirmou a Fentect ao Estadão/Broadcast.

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A assinatura do ACT 2017/18 acontecerá na terça-feira, 10, na sede do TST em Brasília. Os Correios informaram que cerca de 90% dos 108 mil funcionários da empresa trabalharam nesta sexta-feira.

Mutirão. Os trabalhadores em greve voltam às suas funções na próxima segunda-feira, 9, porém já neste fim de semana será realizado um mutirão para colocar a carga postal em dia. O comparecimento é facultativo, porém já vale para a compensação de horas não trabalhadas. A expectativa é que sejam entregues 5 milhões de cartas e encomendas.

O ACT elaborado pelo vice-presidente do TST, ministro Emmanoel Pereira, terá validade de dois anos a partir de agosto de 2017. Foi definido um reajuste de 2,07%, balizado pelo INPC, retroativo a agosto, compensação de 64 horas (8 dias) e desconto dos demais dias de ausência, além da manutenção das cláusulas já existentes no ACT 2016/2017. O plano de saúde continua sendo negociado com a mediação do TST.

Na última quinta-feira, 5, os trabalhadores afiliados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) já haviam decidido pela aceitação do acordo. 

Entre os motivos que levaram à greve, além do reajuste salarial, estão o fechamento de agências, ameaça de privatização, corte de investimentos e falta de concursos públicos. 

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