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Após apagão, ações de empresas de energia têm dia de queda na Bolsa

Economia & Negócios, Agência Estado e O Estado de S. Paulo - Atualizado às 17h47

05 Fevereiro 2014 | 11h 04

Analistas já especulam sobre o impacto dos problemas do setor elétrico na atividade econômica e no desempenho do PIB deste ano

SÃO PAULO - As ações das companhias elétricas não reagiram bem no pregão desta quarta-feira, 5, após o apagão do dia anterior. Segundo analistas, não só o apagão pressionou os papeis. Também a alta dos preços de energia, a escassez de chuvas, a forte demanda devido ao calor e os investimentos futuros do setor.

A ação ordinária (ON) da Light recuou 4,13%, figurando entre as maiores baixas do Ibovespa. Já o papel ON da Cemig caiu 3,37%; o da Tractebel, 2,23%; o da Energias do Brasil, 0,84%; e o da Eletrobrás, 0,60%.

Analistas já especulam sobre o impacto dos problemas do setor elétrico na atividade econômica - enfraquecida no fim do ano passado pelo tombo registrado na produção industrial em dezembro (-3,5%) - e no desempenho do PIB deste ano.

O apagão atingiu cidades de quatro regiões do País e afetou cerca de 6 milhões de pessoas, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O restabelecimento da interligação entre o Norte e o Sudeste ocorreu 38 minutos após a queda da energia, mas algumas localidades chegaram a ficar quase duas horas sem luz. Até o momento, o ONS nega que o consumo elevado de energia tenha provocado o apagão.

O órgão vai se reunir amanhã com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia para discutir o apagão.

Chuvas. O ONS não trabalha com previsão de chuvas nas principais bacias hidrográficas do País nos próximos dez dias. Apesar da forte estiagem, o órgão disse que o sistema tem condições de atender à demanda, inclusive nos momentos de pico de consumo, e lembrou que nunca deixou de chover no período úmido (que vai de novembro a abril de cada ano).

"O período úmido pode atrasar, mas nunca deixou de chover", afirmou o presidente do ONS, Hermes Chipp, que evitou fazer previsões sobre quando as chuvas vão retornar em quantidade suficiente para recompor o nível dos reservatórios. Ele destacou que a Região Norte, especialmente a usina de Tucuruí, tem sido a grande fonte de fornecimento de energia para o resto do País, enviando diariamente em torno de 4,8 mil MW médios para atender à forte demanda nas Regiões Nordeste e Sudeste.