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Após demissões, trabalhadores da Ford entram em greve em São Bernardo do Campo

A montadora não informou o número de funcionários demitidos, mas o sindicato diz que um levantamento preliminar contabilizou cerca de 200 empregados dispensados

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2015 | 08h54

SÃO PAULO - Um dia após a Ford dar início a demissões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), trabalhadores da unidade deflagraram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 10. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a paralisação foi aprovada pelos trabalhadores, por unanimidade, durante assembleia na porta da fábrica no início da manhã. A entidade afirma que toda a produção está paralisada.

Nesta quarta-feira, a Ford justificou em nota que os cortes fazem parte do "esforço" da empresa para "adequar a produção à significativa desaceleração da demanda automotiva". A montadora americana, contudo, não informou o número de funcionários demitidos. Segundo o sindicato, um levantamento preliminar da entidade contabilizou cerca de 200 empregados dispensados ontem, entre funcionários que estavam em lay-off, banco de horas ou trabalhando normalmente.

O sindicato afirma que o objetivo da paralisação é levar a empresa a abrir negociação com a categoria. Até o momento, não há nenhuma reunião marcada entre as partes. "Não esperávamos demissões na Ford. (...)Reconhecemos as dificuldades, a queda acentuada na produção, no entanto, não era necessária uma atitude dessa natureza. Sempre há espaço para negociação", afirmou o presidente da entidade, Rafael Marques em nota. 

Na fábrica da Ford em São Bernardo, há cerca de 4,3 mil trabalhadores. De acordo com o sindicato, pela manhã, toda a produção e outros serviços como a lanchonete estão paralisados. Na unidade, a montadora produz o modelo New Fiesta e caminhões. Antes das demissões, havia 160 trabalhadores com contratos de trabalho suspensos (lay-off) e 59 afastados em banco de horas. 

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