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Bossa Nova agora cria conteúdo para licenciar

Produtora criou empresas de animação e de propriedade intelectual para explorar licenciamento

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

29 Agosto 2016 | 05h00

Depois de atrair um fundo de investimento – o Invest Image 1 –, a Bossa Nova Films vai anunciar hoje o início da atuação do Grupo Bossa Nova e passará a dividir sua atuação em três áreas: a produção de filmes, a criação de animação (fruto de uma fusão com a Oca Animação) e de propriedades intelectuais, a partir da recém-formada Bossa Nova Studio.

É neste terceiro segmento que o fundador da Bossa Nova, Eduardo Tibiriçá, aposta que estará o grande “pulo do gato” do negócio nos próximos anos. Nesta semana, a empresa se lançará no mercado de licenciamentos, ao apresentar, na Expo License, um produto concebido dentro de casa: a banda musical Popsy, em animação em 3D. O grupo, que tem repertório próprio, não vai virar imediatamente programa de TV. Os videoclipes produzidos para a banda serão exibidos inicialmente no YouTube. Cada uma das cinco personagens terá um perfil próprio nas redes sociais, e todas se dedicarão a um tema muito atual: o empoderamento feminino.

Além das personagens da banda Popsy, a Bossa Nova também vai trabalhar, em parceria com Mauricio de Sousa, a Turma da Mônica Jovem, que mostra os personagens dos gibis na pós-adolescência. Uma das produções que a Bossa Nova deverá lançar será um filme live action (ou seja: com atores de carne e osso) com os personagens.

A produção, conta Tibiriçá, só deverá ser filmada no ano que vem, com previsão de lançamento em 2018, mas a ativação online já começará em dezembro, com a seleção dos primeiros atores que participarão do filme. A ideia é que pequenos vídeos online com os atores já comecem a “aguçar” a expectativa do público-alvo.

A diferença entre o que a Bossa Nova Films fazia até agora e a nova mentalidade da empresa é que a atividade fim deixa de ser, em muitos casos, o produto cultural em si (filme ou série de televisão, por exemplo) para que o licenciamento seja o foco principal. Segundo o fundador da Bossa Nova, é a mesma lógica dos estúdios americanos – que ganham mais com brinquedos e roupas com os personagens do que com os filmes em si –, mas com adaptações à realidade brasileira e à capacidade de investimento da companhia.

A vantagem dos estúdios americanos é que, para criar uma propriedade capaz de gerar recursos com o licenciamento de produtos, eles podem se dar ao luxo de gastar US$ 100 milhões na produção de um filme. Aqui, onde o modelo ainda é menos testado, a estratégia terá de ser diferente. No caso da Bossa Nova, o lançamento será feito por sites como YouTube e pelas redes sociais.

Para capitanear a venda de produtos com seus personagens, a Bossa Nova fechou contrato com a Redibra, que representa dois dos mais fortes produtos brasileiros do ramo: Show da Luna e Galinha Pintadinha.

Animação. Como a maior parte das oportunidades de ganhos com licenciamentos se situam no público infantojuvenil, a Bossa Nova resolveu criar o braço de animação. A fusão com a Oca foi um passo natural, já que o Invest Image 1 – fundo que captou R$ 14,3 milhões – também já era sócio da empresa.

Com a Bossa Nova Animation, a empresa ganha mais importância na produção para canais infantis. Outra musical animado, com o título A Hora do Rock, está em fase de pós-produção e deve estrear no canal Gloob no primeiro trimestre de 2017.

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