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Brasileiras fazem nova ofensiva para comprar a gigante das bananas

Ely Portillo - Charlotte Observer

27 Agosto 2014 | 18h 21

Chiquita já fechou negócio com empresa irlandesa, mas as brasileiras Cutrale e Grupo Safra fizeram nova ofensiva, com valor 29% maior que o preço das ações da empresa antes da oferta

Divulgação
Empresa de sucos Cutrale e o Grupo Safra fizeram uma nova oferta, não solicitada, para adquirir a Chiquita

Duas empresas brasileiras que tentam comprar a Chiquita Brands International, com sede em Charlotte, levaram seu caso a uma influente firma de consultoria a acionistas na terça feira, na tentativa de obter apoio para impedir a fusão planejada entre a Chiquita e uma empresa irlandesa de produtos agrícolas.

A empresa de sucos Cutrale e o Grupo Safra, conglomerado bancário e imobiliário, fizeram uma oferta não solicitada duas semanas atrás para adquirir a Chiquita ao preço de US$ 13 por ação, o equivalente a US$ 611 milhões. Trata-se de um valor 29% superior ao preço das ações da Chiquita antes da oferta.

Quando a Chiquita recusou a oferta e decidiu fechar negócio com a Fyffes, com sede em Dublin, Cutrale e Safra disseram que procurariam os acionistas da empresa. As duas tentam conquistar apoio suficiente entre os acionistas para bloquear a fusão entre Chiquita e Fyffes em votação marcada para 17 de setembro.

De acordo com documentos entregues às autoridades financeiras, Cutrale e Safra fizeram na terça feira uma apresentação ao Institutional Shareholder Services, grupo de consultoria que recomenda aos acionistas a melhor forma de votar. As recomendações do ISS costumam ter peso entre os acionistas, principalmente com as instituições acionistas.

Em sua apresentação, Cutrale e Safra disseram que sua proposta de aquisição para a Chiquita seria melhor do que uma fusão com a Fyffes por oferecer aos acionistas uma compensação imediata, evitando as incertezas de uma fusão.

As empresas brasileiras descreveram o acordo com a Fyffes como combinação "equivocada e altamente arriscada", dizendo que a direção da Chiquita tem um histórico de decisões questionáveis e "vários casos que resultaram em desvalorização".

Na apresentação, Cutrale e Safra disseram tem "consultado muitos acionistas da [Chiquita]", sem dar mais detalhes.

A Chiquita deslocaria sua sede para a Irlanda após o acordo com a Fyffes. Cutrale e Safra disseram também disseram que a reação contra os chamados acordos de "inversão", nos quais empresas americanas se mudam para países de carga tributária mais baixa, poderia prejudicar a negociação.

O porta-voz da Chiquita não estava disponível para comentar o caso.

Tradução de Augusto Calil

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