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Burger King negocia compra da canadense Tim Hortons

REUTERS

25 Agosto 2014 | 07h 13

A fusão entre as redes deve gerar o terceiro maior restaurante de serviço rápido do mundo

Peter Jones/Reuters
Tim Hortons employees prepare coffee before the company's annual general meeting in Toronto, in this file photo taken May 8, 2014. Burger King Worldwide is in talks to buy Canadian coffee and doughnut chain Tim Horton's, according to the Wall Street Journal, in a deal that would be structured as a tax inversion to move the hamburger chain's domicile out of the United States. REUTERS/Peter Jones/Files (CANADA - Tags: FOOD BUSINESS)

O Burger King está em negociações para adquirir a cadeia canadense de café e rosquinhas Tim Hortons, em uma operação que criaria uma potência de fast food com valor de mercado de cerca de 18 bilhões de dólares.

O Burger King e a Tim Hortons, comparáveis em tamanho por valor de mercado, confirmaram estar discutindo a fusão na noite de domingo, dizendo que a nova empresa seria o terceiro maior restaurante de serviço rápido do mundo. O negócio teria sede no Canadá, que tem, em geral, impostos corporativos mais baixos do que os Estados Unidos, especialmente para as entidades que obtém grandes quantidades de lucros no exterior.

O negócio proposto seria estruturado no modelo conhecido como transação de inversão de imposto para mudar o domicílio do Burger King para fora dos Estados Unidos, e poderia ocorrer até mesmo nos próximos dias, de acordo com fontes familiarizadas com as discussões.

Tentativas recentes de empresas de promover transações de inversão de impostos, feitas para evitar impostos mais altos nos EUA e poupar dinheiro em lucros no exterior e detido fora do país, chamaram a atenção do presidente Barack Obama, que criticou a "mentalidade de rebanho" de empresas que buscam tais acordos.

Com base nas previsões para os resultados da empresa, a Tim Hortons está sendo negociada no mercado com desconto em relação ao Burger King, apontou o analista do KeyBanc Christopher O'Cull em nota a clientes. Esse fator provavelmente torna uma aquisição da cadeia canadense mais viável.

(Por Souyong Kim e Euan Rocha)