Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Catarinense Weg é a grande vencedora da 3ª edição do 'Empresas Mais'

Premiação do 'Estado' analisa uma base de dados de 1,5 mil empresas e leva em consideração o desempenho econômico dos negócios e também iniciativas de governança corporativa

O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2017 | 10h11

O prêmio Empresas Mais, do Estadão, revelou nesta quinta-feira, 14, seus vencedores. Elaborado em parceria com a FIA e a Austin Rating, o Empresas Mais analisa uma base de dados de 1,5 mil empresas e leva em consideração o desempenho econômico dos negócios e também iniciativas de governança corporativa.

Na terceira edição, a grande vencedora foi a Weg, companhia catarinense fabricante de bens de capital.

O presidente da Weg, Harry Schmelzer Jr., afirmou que o prêmio veio para reconhecer um trabalho de uma empresa industrial brasileira que conseguiu se firmar no mercado internacional. Hoje, 57% do faturamento da Weg vêm do exterior. O executivo afirmou que os primeiros sinais de recuperação da economia brasileira já são percebidos pela companhia. Segundo ele, as vendas no mercado interno da Weg cresceram 1,5% no acumulado de 2017 frente ao mesmo período do ano anterior.

Vencedora no segmento de têxtil e vestuário, a Riachuelo também vem percebendo a melhora da economia. "O emprego, mesmo informal, se reflete em renda gasta no varejo", disse o presidente da companhia, Flavio Rocha. Segundo ele, o prêmio reconhece o trabalho da companhia, que reúne todos os elos da cadeia, da produção das roupas, passando pela logística, pelo financiamento de compras e pelas lojas em si.

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O primeiro lugar na categoria bancos ficou com o Bradesco. O presidente da instituição, Luiz Carlos Trabuco, afirmou que o prêmio é um reconhecimento para um banco com 70 anos de história que continua a dar bons resultados, que foram refletidos no desempenho positivo das ações do Bradesco na Bolsa. "Acreditamos no Brasil e no mercado interno", afirmou.                        

Segundo o diretor executivo comercial do Grupo Estado, Flavio Pestana, o prêmio Empresas Mais se consolida e ganha relevância em sua terceira edição. "Isso se reflete no interesse das empresas em participar e enviar informações para a avaliação do segmento do prêmio dedicado à governança corporativa."

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Retomada. Durante o evento, o presidente da Alpargatas, Márcio Utsch, apontou que uma recuperação do emprego e da renda disponível das famílias, além da queda da taxa de juros, são vistos como passo para uma retomada consistente do consumo. 

"Já começou a melhorar, nos últimos meses as vendas apontam para uma escalada, estamos subindo os degraus", disse Utsch. Para o executivo, no entanto, ainda há uma dificuldade de se desprender o curso da economia da crise política. "Ainda dependemos de uma separação clara do que é político. O problema ético tem que ser separado", comentou. 

O presidente da Guararapes, controladora da Riachuelo, Flávio Rocha, acredita que as empresas de varejo que passaram pela crise vão ganhar espaço no mercado pela frente. O executivo afirmou que "os sobreviventes da crise vão ocupar o espaço da carnificina". Ao longo de 2015 e 2016, pequenos varejistas fecharam as portas e a expectativa é de uma consolidação desse mercado nas mãos de redes maiores.

Para o presidente da Suzano, Walter Schalka, há uma "ligeira retomada" da demanda doméstica brasileira. Durante a premiação, o executivo considerou, no entanto, que ainda não é possível saber o quão sustentável pode ser essa recuperação.

"Vejo uma evolução na economia como um todo, mas isso não é sustentável se as reformas necessárias não forem feitas, sobretudo a da Previdência, mas também a tributária e a reforma política", concluiu.

 

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