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Cemig muda limite de endividamento em 2015

- Atualizado: 29 Dezembro 2015 | 21h 33

Segundo ata da reunião de acionistas, alteração foi necessária por causa da aquisição do Lote D, no leilão promovido pela Aneel

Os acionistas da Cemig aprovaram nesta terça-feira, 29, em assembleia geral extraordinária, mudanças nos limites de endividamento e investimentos da companhia para o ano de 2015. 

Segundo a ata da reunião, as mudanças foram necessárias por conta da aquisição do Lote D, no leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro, que levou a uma emissão de notas promissórias da Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT) para captar R$ 1,44 bilhão, que serão utilizados para pagar a primeira parcela da outorga do leilão, que vence nesta quarta-feira, 30.

A dívida líquida passará a representar 51% do patrimônio líquido da Cemig

A dívida líquida passará a representar 51% do patrimônio líquido da Cemig

Com essas operações, a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) passará para 2,63 vezes. A dívida líquida passará a representar 51% do patrimônio líquido da concessionária de energia mineira. E os recursos destinados a investimentos de capital e aquisição de ativos representarão 62% do Ebitda.

Por isso, os acionistas aprovaram uma flexibilização das covenants (cláusulas contratuais para títulos de dívida) para 2015. O limite para a relação dívida líquida/Ebitda passou para 2,6 vezes, e para a relação dívida líquida/patrimônio líquido passou para 51%. Já o limite de recursos para investimentos e aquisições passou para 62%.

Esses números estão acima do limite máximo previsto no estatuto da Cemig, que permite, após aprovação do conselho de administração, que a companhia atinja relação dívida líquida/Ebitda de 2,5 vezes, relação dívida líquida/patrimônio líquido de 50%, e investimentos de até 40% do Ebitda. Esses limites já ultrapassam a meta original estabelecida pelo estatuto, de 2 vezes o Ebitda e 40% do patrimônio líquido no endividamento, e 40% do Ebitda para os investimentos. 

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