Andy Wong/AP
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Com a eleição no radar, Eletromídia emite títulos para alongar sua dívida

Operadora de painéis publicitários concluiu a primeira emissão de debêntures de sua história, com R$ 60 milhões

Fernando Nakagawa e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 12h13

Com cerca de R$ 30 milhões em compromissos bancários até o fim de 2018, as eleições presidenciais no radar e a intenção de novos investimentos, a emissão de títulos foi a opção escolhida para alongar a dívida da Eletromídia, operadora de painéis publicitários. Há algumas semanas, a empresa concluiu a primeira emissão de debêntures - títulos emitidos por uma empresa para captar recursos – de sua história, com R$ 60 milhões.

“Nossa dívida foi alongada e o juro está caindo praticamente pela metade. Isso é música para uma empresa que precisa de dinheiro para investir no negócio e não para pagar juros”, diz o sócio e diretor-geral Daniel Simões. Com os novos títulos, a dívida que venceria nos próximos 15 meses foi quitada e os novos compromissos terão de ser liquidados apenas em 2021.

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O ambiente mais propício do mercado foi o principal motivo para a estreia da Eletromídia no mercado, mas as eleições também pesaram. “A eleição traz alguma instabilidade. Quanto maior a incerteza, o crédito fica restritivo e, consequentemente, mais caro”, diz a diretora financeira da empresa, Rosangela Sutil. “Ao antecipar, você garante um período mais estável”.

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Com o dinheiro, a empresa também reforçou o caixa para o futuro, já que investimentos e aquisições estão no radar de Simões. Os novos projetos já começaram. A companhia desembolsou R$ 8 milhões para instalar novos painéis de LED na linha amarela do metrô em São Paulo e importou inéditas telas de 75 polegadas para publicidade em estações da zona sul do Rio de Janeiro. São os primeiros televisores desse tamanho nas Américas que, até então, só eram vistos na Ásia.

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