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Conselho da Syngenta aceita oferta de US$ 43 bi feita por empresa chinesa

- Atualizado: 03 Fevereiro 2016 | 09h 38

A estatal China National Chemical Corp, ou ChemChina, fez oferta pela suíça Syngenta, que espera que o acordo seja concluído até o fim deste ano

Se confirmado, negócio será a maior aquisição de uma empresa chinesa na história
Se confirmado, negócio será a maior aquisição de uma empresa chinesa na história

ZURIQUE - A empresa estatal China National Chemical Corp, ou ChemChina, teve aceita a oferta de U$ 43 bilhões pela aquisição da Syngenta, empresa suíça de sementes e agrotóxicos.

Em declaração, a Syngenta afirma que a oferta chinesa equivale a US$ 465 por ação, além de um dividendo especial de US$ 4,91 (5 francos suíços) a serem pagos imediatamente após a conclusão do negócio. Com o anúncio, as ações da Syngenta subiram 6,5% na Bolsa de Zurique, para 418 francos suíços. A Syngenta espera que o acordo seja concluído até o fim deste ano.

O grupo suíço comunicou a posição do Conselho Administrativo, favorável ao negócio, e a ChemChina confirmou a oferta. "Temos uma proposta muito atrativa na mesa e estamos abrindo para nossos acionistas", disse o CEO interino da Syngenta, John Ramsay. "Discutiremos a operação com os shareholders nas próximas semanas". O executivo não opinou sobre como deve ser a aceitação dos acionistas em relação à oferta.

O atual processo de aquisição da Syngenta foi iniciado pela Monsanto em maio do ano passado, quando a norte-americana propôs a compra da empresa suíça por US$ 46 bilhões, mas não obteve sucesso e desistiu do negócio, em agosto. Em novembro passado, surgiram os primeiros boatos sobre o interesse da ChemChina em adquirir a Syngenta.

Se confirmado, o negócio será a maior aquisição de uma empresa chinesa na história e oferecerá à ChemChina tecnologia de ponta do desenvolvimento de sementes. Para Syngenta, o acordo apresenta o prospecto de capitalizar a empresa e garantir o acesso ao mercado chinês. 

O setor global de sementes e agrotóxicos passou recentemente por uma consolidação depois que a DuPont e a Dow anunciaram planos de fusão, em dezembro. A nova empresa que surgiu da fusão tem valor estimado em US$ 130 bilhões.

Resultados. A Syngenta reportou lucro líquido de US$ 1,339 bilhão no exercício de 2015, com queda de 17,29% ante os US$ 1,619 bilhão somados no ano anterior. O resultado equivale a US$ 17,78 de retorno por ação, 8,44% inferior aos US$ 19,42 repassados aos acionistas em 2014. Em 2015, a receita da Syngenta somou US$ 13,411 bilhões, equivalente a uma retração de 11,38% sobre os US$ 15,134 bilhões em 2014. Se descontada a variação cambial no período, o resultado foi superior em 1%. 

A empresa aponta que as condições deterioradas no mercado latino-americano prejudicaram os negócios, principalmente no Brasil, por causa da depreciação do real ante o dólar e outras divisas. Apesar disso, a Syngenta afirma que novas tecnologias tiveram uma boa demanda e desempenho comercial no País. Foram implementadas algumas mudanças nos contratos de produtos para proteção de safra, o que causou um impacto positivo de US$ 239 milhões nas vendas. Em compensação, a redução deliberada de glifosato nas fórmulas e queda nos preços da substância resultaram numa retração de US$ 224 milhões nas vendas da região.

Retrospectiva 2015: 8 negócios bilionários que mexeram com o mercado
Mark Blinch/Reuters
Pfizer e Allergan

Em acordo de investimento estimado em US$ 155 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões), as fabricantes do Viagra e do Botox anunciaram, em novembro, a fusão que criará a maior farmacêutica do mundo em vendas. Para ajudar a garantir impostos mais baixos, o acordo será estruturado tecnicamente como uma fusão reversa, com a Allergan, sediada em Dublin e que é menor, comprando a Pfizer, sediada em Nova York. A nova companhia terá o nome de Pfizer PLC. Leia mais

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