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Crescimento da economia desacelera em fevereiro, aponta prévia do PIB

Economia & Negócios e Victor Martins, da Agência Estado

16 Abril 2014 | 08h 30

Segundo o Banco Central, IBC-Br avançou 0,24% em fevereiro, contra alta de 2,35% em janeiro

SÃO PAULO - A economia brasileira registrou crescimento de 0,24% em fevereiro em relação a janeiro, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado representa uma desaceleração do crescimento quando comparado à variação registrada em janeiro. No primeiro mês do ano, o indicador havia subido 1,26% na série com ajuste sazonal, número agora revisado para 2,35%.

Segundo dados divulgados pelo BC, o número passou de 146,37 pontos no primeiro mês deste ano para 146,72 pontos no segundo, na série dessazonalizada.

O resultado de janeiro ficou abaixo da mediana estimada pelos analistas ouvidos pela Agência Estado, de 0,30%. As estimativas iam de estabilidade a alta de 0,70%. Ainda em base mensal, o IBC-Br sem ajuste caiu 0,14%.

Na comparação entres os meses de fevereiro de 2014 e 2013, houve alta de 4,04% na série sem ajuste sazonal. O resultado do indicador de fevereiro de 2014 ante fevereiro de 2013 ficou acima da mediana das expectativas. Elas iam de 1% a 4,70% e a mediana era positiva, de 3,80%. Nos 12 meses encerrados em janeiro de 2014, o crescimento foi 2,57%, na série sem ajuste. Com ajusta, houve crescimento de 2,41%.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses e tem grande influência sobre as estimativas do mercado financeiro para o Produto Interno Bruto (PIB), divulgado a cada três meses pelo IBGE. O resultado do PIB do primeiro trimestre de 2014 será conhecido em 30 de maio. O indicador também é conhecido popularmente como "PIB do BC", embora não possa ser considerado como uma prévia do dado do IBGE.

Média. O IBC-Br registrou queda de 0,65% na média do período entre dezembro de 2013 e fevereiro de 2014 na comparação com a média dos três meses anteriores (de setembro a novembro de 2013), na série com ajuste sazonal. O índice caiu de uma média mensal de 146,32 pontos para 145,37 pontos, nessa comparação.

Já na comparação das médias em iguais períodos, ou seja, no confronto entre dezembro de 2013 a fevereiro de 2014 e dezembro de 2012 a fevereiro de 2013, o indicador teve alta de 1,87%, no dado sem ajuste, passando de 136,85 pontos para 139,41 pontos.  

Revisão. O Banco Central revisou alguns dados do índice de atividade econômica. Para janeiro de 2014, o número foi revisado para alta de 2,35%, ante avanço de 1,26% na divulgação anterior. Para dezembro, o índice foi revisado de -1,40% para queda de 2,27%.

Também foi revisto o resultado da média móvel trimestral encerrada em janeiro na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Primeiro, o BC calculou uma alta de 0,47%, que agora passou para recuo de 0,65%. As revisões se estenderam ainda por outros meses. Novembro passou de -0,35% para recuo de 0,24%. Em outubro de 2013, a alta foi de 0,49% para 0,51%; em setembro, o IBC-Br passou de 0,21% para estabilidade.  

Para agosto do ano passado houve alteração de -0,05% para 0,13%. Para julho, para -0,28%, de -0,22% na divulgação anterior. Para junho, o IBC-Br foi alterado para 1%, ante 1,05% na divulgação passada. Para maio de 2013, foi alterado para -1,48%, frente taxa de -1,57%. Para abril mudou de 0,73% para 0,87%. Também houve revisão dos dados para março, de 0,82% para 0,87%.  

A diferença entre os dados sobre o PIB medidos pelo BC e pelo IBGE se dá na forma como são calculados os dois índices. O do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia: agropecuária, indústria e serviços. A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores da economia acrescida dos impostos sobre produtos. Já o PIB do IBGE é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

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