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CSN confirma Ciro Gomes no comando da Transnordestina

À frente da subsidiária da CSN, ex-ministro da Integração Nacional durante o governo Lula terá como principal desafio a conclusão da ferrovia Transnordestina, obra orçada em R$ 7,5 bilhões que deveria ter sido entregue em 2010

Igor Gadelha , Agência Estado

03 Fevereiro 2015 | 16h46

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) confirmou que o ex-ministro da Integração Nacional do primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006) Ciro Gomes (PROS) começou a trabalhar nesta terça-feira na empresa. De acordo com a companhia, Gomes ocupa o cargo de "diretor da CSN responsável pela Transnordestina", subsidiária responsável por obras da ferrovia no Nordeste.

Ciro Gomes será o número um na hierarquia da Transnordestina, acima do diretor-presidente interino, Ricardo Fernandes, que assumiu o cargo em janeiro de 2014, após Angelo Baptista renunciar ao posto. Fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, afirmam que Gomes deverá assumir formalmente como diretor-presidente em breve. A empresa não informou detalhes da contratação, como o tempo de vigência do contrato e o salário. Gomes está trabalhando no prédio da CSN na Avenida Faria Lima, na capital paulista.

Toda a negociação da ida de Gomes para a CSN foi adianta pelo Broadcast. Nesta segunda-feira, a reportagem divulgou que ele assumiria o cargo na terça-feira. A confirmação de que ele iria para a CSN foi noticiada em 23 de janeiro. A informação foi passada pela assessoria do político que, na época, não informou o cargo que ele ocuparia. O convite para o ex-ministro ir trabalhar na companhia também foi revelado em primeira mão no fim de novembro do ano passado.

Desafios. Ciro terá como principal desafio a conclusão da ferrovia Transnordestina, obra orçada em R$ 7,5 bilhões que deveria ter sido entregue em 2010, mas, após sucessivos problemas e paralisações, está prevista para ser concluída até o final de 2016. A ferrovia foi lançada em 2006 como um dos mais importantes projetos do ex-presidente Lula e incluída no PAC-2, no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff.

 

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