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Cúpula de Bruxelas termina sem avanços no acordo entre UE e Mercosul

Andrei Netto - enviado especial

24 Fevereiro 2014 | 10h 21

Declarações da presidente Dilma e de representantes do bloco europeu sugerem que os dois lados estão empenhados em chegar a um acordo, mas aguardam reunião técnica marcada para março

BRUXELAS - Principal tema da pauta de discussões bilaterais entre os dois lados do Atlântico, o acordo de livre comércio do bloco europeu com o Mercosul não teve avanços concretos na cúpula União Europeia-Brasil, realizada na manhã desta segunda-feira, 24, em Bruxelas, na Bélgica.

Apesar disso, declarações dos dois lados indicam que os dois lados estão empenhados em chegar a um acordo, cujas primeiras negociações remontam a 2000. Em suas declarações, a presidente Dilma Rousseff, e os presidentes da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, destacaram a importância da reunião técnica a ser realizada em 21 de março, quando se decidirá se uma troca de ofertas de liberalização do comércio será feita. 

Entretanto, nenhum avanço ou plano de ação específico foi anunciado na cúpula. "Reafirmei nessa reunião junto aos presidentes o meu empenho de levar adiante do acordo de associação entre o Mercosul e a UE", afirmou Dilma. "A nossa expectativa é que na reunião técnica prevista para o dia 21 de março nós possamos marcar a data para a troca de ofertas."

De acordo com Dilma Rousseff, "o Mercosul está fazendo um grande esforço" para chegar a um acordo. "Houve uma grande evolução e acredito que o lado europeu vai fazer o mesmo", afirmou.

José Manuel Durão Barroso garantiu de sua parte que a UE está fazendo o seu papel pelo acordo. "Reiteramos nosso empenho na conclusão de um acordo ambicioso, abrangente e equilibrado", disse ele, reconhecendo os passos dados pelos governos da América Latina. "Há progressos do lado do Mercosul e felicitei a presidente Dilma Rousseff por seu papel essencial nesse aspecto."

Já Herman Van Rompuy destacou que a celebração do acordo vai permitir que a União Europeia conforte a sua posição de parceiro privilegiado do Brasil. "Quando concluídas, essas negociações vão aprimorar o comércio e garantir que a UE siga sendo o maior parceiro comercial do Brasil", assegurou.

Apesar do longo histórico de negociações, no domingo, representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmaram que esperavam que o entendimento pudesse ser firmado em até 60 dias - prazo que prevê a realização de das eleições para renovação do Parlamento Europeu, em maio. No entanto, em seus discursos, nem Dilma Rousseff, nem Barroso, nem Rompuy fizeram qualquer referência ao prazo de dois meses, nem fixaram uma data para o término das negociações.

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