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Economia

Brasil

Demanda doméstica da Gol cai 8% no quarto trimestre e oferta diminui 4%

No mercado internacional, a oferta teve queda de 22% em dezembro e de 13% no quarto trimestre, enquanto a demanda caiu 20% e 13%, respectivamente

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Luana Pavani,
O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2016 | 10h29

SÃO PAULO - A Gol registrou queda tanto na demanda quanto na oferta de voos no mercado doméstico no mês de dezembro e no comparativo do quarto trimestre. Conforme o relatório de dados prévios divulgado nesta segunda-feira, 1, a demanda doméstica caiu 6% no mês de dezembro e 8% no trimestre. A taxa de ocupação ficou em 78% e 76%, respectivamente. No acumulado do ano, a demanda cresceu 1%, com a taxa de ocupação em 78%, 0,2 ponto porcentual maior.

Por sua vez, a oferta doméstica caiu 3% em dezembro e 4% na relação do quarto trimestre de 2015 ante o mesmo período de 2014. No acumulado de 2015, ficou estável, o que a companhia considera estar "em linha com a projeção divulgada para 2015, de redução de -1% a estável."

O indicador de tarifa, yield, apresentou aumento de 6,8% sobre o quarto trimestre de 2014 e 11,7% em relação ao terceiro trimestre de 2015. A companhia aérea também informa que o indicador de receita de passageiro por assento-quilômetro oferecido (Prask) líquido no quarto trimestre teve aumento de 2,3% e 7,2%, respectivamente, "reflexo das ações adotadas pela companhia recentemente com foco na recuperação do resultado operacional."

Internacional. No mercado internacional, a oferta teve queda de 22% em dezembro e de 13% no quarto trimestre. No acumulado de 2015, no entanto, cresceu 3%, o que a administração atribui a ajustes de malha. A demanda caiu 20% e 13%, respectivamente, com taxa de ocupação de 71,7% e 70,8% na mesma comparação. No ano de 2015, houve alta na demanda de 4%, fechando a taxa de ocupação em 71,6%, alta de 0,6 p.p..

O combustível de aviação no trimestre variou entre R$ 2,25 e R$ 2,29 por litro, queda de 6% ante 2014. A Gol explica que "o QAV em reais no trimestre foi parcialmente beneficiado pela queda dos preços internacionais (jet fuel) de 44,6%, porém, impactado pela depreciação média do Real em 51,1% no mesmo período, além do deslocamento temporal médio de 45 dias devido os critério da fórmula de precificação do QAV no Brasil."

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