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Diretor-geral da ONS prevê menor despacho térmico em 2015

REUTERS

26 Agosto 2014 | 22h 12

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse nesta terça-feira que haverá um menor despacho térmico em 2015, tendo em vista que institutos aeroespaciais e de meteorologia anteveem um período chuvoso, que começa em novembro, dentro da normalidade.

Segundo ele, a sinalização foi feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC). "O clima sempre gera dúvida, mas colocaram que há uma possibilidade razoável de as chuvas ocorrerem dentro da normalidade", disse Chipp a jornalistas após participar do evento Brazil Wind Power.

Uma nova reunião com os institutos deve ocorrer no dia 2 de setembro.

Desde o ano passado, por conta da estiagem, os níveis dos reservatórios de hidrelétricas caíram e as usinas termelétricas tiveram que ser acionadas para garantir o abastecimento, o que encareceu o preço da energia e pressionou o caixa das distribuidoras.

"Nossa previsão é ter operação no curto prazo elevada e diminuir ao longo de 2015 caso se confirme esse período úmido normal", completou Chipp. Ao fim do período seco, o nível dos reservatórios do Sudeste deve atingir 20 por cento, e os do Nordeste, 18 por cento.

MAIS ENERGIA EÓLICA

No próximo ano, o sistema elétrico brasileiro também poderá contar com uma maior oferta de energia eólica, segundo disse a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), durante evento no Rio.

O parque instalado de energia eólica deve chegar ao fim do ano com 7,2 gigawatts de capacidade instalada, sendo que 6 gigawatts devem estar interligados e gerando energia, disse a presidente da Abeeolica, Elbia Meli. Atualmente, a capacidade instalada está em 5 gigawatts, ante 2 gigawatts em 2012.

"Pelo que vendemos nos leilões, já dá para projetar que em 2018 vamos chegar com 14,2 gigawatts instalados", disse a executiva. Esse montante representará cerca de 8 por cento da matriz elétrica brasileira, contra atuais 5 por cento. Segundo Elbia, a estimativa do setor é alcançar 12 por cento da matriz elétrica brasileira em 2020.

(Por Rodrigo Viga)