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Economia

Via Varejo

Dona das Casas Bahia e do Ponto Frio fecha lojas e vê lucro despencar em 2015

Via Varejo teve queda de 99,7% nos ganhos, em relação a 2014, e cortou mais de 11 mil vagas; varejista encerrou o ano com 23 lojas a menos

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Marcelle Gutierrez e Dayanne Sousa,
O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2016 | 08h45

SÃO PAULO - Dona das Casas Bahia e do Pontofrio, a Via Varejo encerrou 2015 com 23 lojas a menos do que no ano anterior e um lucro líquido de R$ 3 milhões, valor 99,7% inferior ao apurado em 2014. No quarto trimestre, a varejista amargou prejuízo de R$ 177 milhões - muito acima do esperado pelo mercado. 

A redução de pontos de venda resultou em novos cortes de vagas de trabalho. Depois de cortar 11 mil postos durante o segundo e o terceiro trimestres, a companhia fechou o ano com 55,3 mil contratados. O número de dezembro representa uma queda de 295 pessoas ante o final de setembro.

A companhia também continuou convertendo lojas do Pontofrio, que têm desempenho de vendas mais fraco, em lojas das Casas Bahia. No quarto trimestre de 2015 foram 45 pontos de venda convertidos. Em todo o ano de 2015, a Via Varejo converteu 75 lojas. Com isso, o Pontofrio, que tinha uma rede de 374 lojas ao final de 2014, passou a ter 254.

No quarto trimestre de 2015, a receita líquida do Pontofrio caiu 30,6%, ficando em R$ 1,018 bilhão. Já a das Casas Bahia caiu 10%, para R$ 4,424 bilhões. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de toda a Via Varejo chegou a R$ 125 milhões entre outubro e dezembro, resultado 83,8% inferior ao dos mesmos meses de 2014.

A varejista já havia divulgado antecipadamente seu desempenho de vendas. A receita dos três últimos meses de 2015 ficou em R$ 5,460 bilhões, montante 14,7% menor que o do mesmo período de 2014.

Comércio eletrônico. O prejuízo líquido do quarto trimestre de 2015 foi ampliado em razão de piora nos resultados de equivalência patrimonial, que incluem os números da empresa de comércio eletrônico Cnova. Esse resultado de equivalência patrimonial foi negativo em R$ 123 milhões, ante um número positivo de R$ 5 milhões no mesmo período do ano passado.

Em suas notas explicativas, a Via Varejo informa que o resultado de equivalência patrimonial foi afetado por ajustes que a Cnova teve de fazer em razão de uma investigação sobre más práticas na gestão de estoques. 

O prejuízo também foi intensificado por despesas com a reestruturação da companhia. A Via Varejo iniciou no final do segundo trimestre de 2015 um processo de cortes de pessoal e fechamento de lojas. Com isso, a linha de outras despesas e receitas operacionais piorou, para R$ 79 milhões no quarto trimestre de 2015, ante R$ 23 milhões no mesmo período de 2014.

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