Ricardo Moraes/Reuters
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Estácio demite 1,2 mil professores em todo o País

Vice-líder em ensino superior deve contratar novos docentes, com salários mais baixos

Cátia Luz, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2017 | 20h45

A Estácio, segunda maior rede de ensino superior do País, vai demitir este mês 1,2 mil professores de seu quadro de 10 mil docentes, de acordo com fontes próximas à companhia. Oficialmente, a empresa confirma as demissões, mas não o número de profissionais desligados. E garante que um contingente muito parecido deve ser contratado no ano que vem. 

Em nota, a companhia afirmou que realizou uma “reorganização de sua base de docentes” que envolveu o desligamento de profissionais e o “lançamento de um cadastro de reserva para atender possíveis demandas nos próximos semestres.”

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De acordo com fontes próximas à companhia, a justificativa da empresa para as demissões seria o fato de que a hora-aula de vários professores do grupo estaria acima dos preços praticados pelo mercado. Os cortes atingem todas as regiões em que a companhia carioca está presente. 

No comunicado à imprensa, a Estácio frisou que os profissionais que vierem a fazer parte da empresa serão contratados pelo regime CLT. “A reorganização tem como objetivo manter a sustentabilidade da instituição e foi realizada dentro dos princípios do órgão regulatório.” 

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Procurados, representantes dos sindicatos dos professores do Rio de Janeiro, onde está a maior parte das unidades da Estácio, e de São Paulo não foram encontrados para comentar as demissões na noite desta terça-feira, 5.

Ainda de acordo com fontes próximas à companhia, os cortes não foram definidos em função do valor do salário, mas da hora-aula. Mestres e doutores, em sua maioria, teriam sido poupados.

Fusão frustrada. A Kroton, líder de mercado, chegou a anunciar a compra da Estácio por R$ 5,5 bilhões, o que daria origem a um grupo com valor de mercado de R$ 30 bilhões. Em junho, no entanto, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) barrou a fusão.

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