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Eventual compra da GVT pela Telefónica deve ter aprovação relativamente simples no governo--fonte

Na semana passada, a francesa Vivendi, controladora da GVT, anunciou que entraria em negociações exclusivas para a venda da empresa com a espanhola Telefónica

Se confirmada, a compra da GVT pela Telefónica terá de ser analisada pela Anatel e pelo Cade
Se confirmada, a compra da GVT pela Telefónica terá de ser analisada pela Anatel e pelo Cade

A eventual compra da GVT pela Telefónica não deve enfrentar grandes dificuldades para ser aprovada pelos órgãos reguladores brasileiros, disse à Reuters uma fonte do governo que acompanha de perto o assunto.

Na semana passada, a francesa Vivendi, controladora da GVT, anunciou que entraria em negociações exclusivas para a venda da empresa com a espanhola Telefónica.

Segundo essa fonte, do ponto de vista regulatório, a análise acaba ficando menos complicada porque a GVT, operadora de banda larga fixa, telefonia fixa e TV paga, não possui licenças para uso de serviços móveis, logo, não haveria sobreposição de frequências com a Vivo, controlada da Telefónica no Brasil.

O que pode demandar maior atenção, disse essa fonte, é a questão concorrencial. Mas, mesmo nesse caso, o maior potencial de aumento da concentração é em São Paulo, onde a Telefônica oferece serviços que também são oferecidos pela GVT, disse a fonte.

"As informações preliminares indicam que o peso maior da concentração poderia ocorrer em São Paulo, mas a GVT é mais forte em outros Estados, então, em princípio, também isso não parece ser um grande problema", disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

Se confirmada, a compra da GVT pela Telefónica terá de ser analisada pela Agência Nacional de Telecominicações (Anatel) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

(Por Leonardo Goy; Edição de Luciana Bruno)