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Gastos com a Copa não impedem queda do investimento

Na queda dos investimentos no primeiro trimestre do ano, pesaram todos seus componentes: a importação e a produção nacional de bens de capital e a indústria da construção civil 

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Daniela Amorim, Idiana Tomazelli, Mariana Sallowicz e Vinicius Neder ,

30 Maio 2014 | 11h42

RIO - Os investimentos para a Copa do Mundo fazem pouca diferença no crescimento econômico. Por isso, não impediram a queda de 2,1% na formação bruta de capital fixo (FBCF) no primeiro trimestre, tanto na comparação com o quarto trimestre de 2013 quanto em relação ao primeiro trimestre do ano passado, segundo a gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis.

"Os gastos com a construção de estádios são espalhados no tempo e muitos já foram feitos", disse Rebeca. Além disso, destacou a gerente do IBGE, o peso desses investimentos é relativamente pequeno diante o montante total da economia brasileira.

Na queda dos investimentos no primeiro trimestre do ano, pesaram todos seus componentes: a importação e a produção nacional de bens de capital e a indústria da construção civil. Na construção, a parte relacionada a infraestrutura influenciou mais a queda do que as obras residenciais.

As concessões de infraestrutura também não surtiram efeito no PIB. Segundo Rebeca, ainda demora para esses investimentos fazerem efeito.

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