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Em sociedade com japonesas, Gerdau vai fornecer peças para eólicas

Sociedade contará com R$ 280 milhões em investimentos e o empreendimento ficará dentro da usina da siderúrgica gaúcha em Pindamonhangaba

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Fernanda Guimarães,
O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2016 | 15h04

SÃO PAULO - A Gerdau anunciou que fará uma joint venture com as empresas japonesas Sumitomo Corporation e The Japan Steel Works (JSW), com o objetivo de fornecer peças para torres de geração de energia eólica a partir de 2017. A sociedade a ser formada envolverá R$ 280 milhões em investimentos para a aquisição de novos equipamentos de produção e o empreendimento ficará dentro da usina da siderúrgica gaúcha em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.

A sociedade, que ainda depende de aprovação das autoridades concorrenciais, deverá ter a Gerdau como sua principal sócia, com mais de 50% de participação, mas as fatias ainda serão definidas no momento do fechamento da operação.  "Estamos trabalhando para transformar a Gerdau em uma empresa com melhor eficiência e rentabilidade, considerando os desafios atuais e futuros do mercado mundial do aço. Para isso, buscamos nos unir a parceiros com experiência reconhecida em seus segmentos de atuação", destaca, em nota enviada à imprensa, o diretor-presidente da Gerdau, André Gerdau Johannpeter. O executivo destaca que a meta é ter produtos de alta tecnologia que geram mais margem de retorno.

Além de peças para torres eólicas, a nova empresa também produzirá cilindros para a indústria do aço e do alumínio, produtos que já são produzidos pela Gerdau e comercializados para mais de 30 países. Segundo a Gerdau, a capacidade total de peças para indústria eólica e cilindros deverá alcançar 50 mil toneladas por ano. A companhia destaca que as perspectivas para a indústria eólica no Brasil são promissoras.

A Gerdau detalhou que esse projeto é fruto do projeto Gerdau 2022, lançado em 2015, que tem como objetivo aumentar a competitividade de todas as operações a partir de uma visão estratégica de longo prazo, envolvendo a simplificação das operações e estruturas internas, a modernização da cultura empresarial, a reavaliação do potencial de rentabilidade dos ativos e o desenvolvimento de novas oportunidades de negócio.

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