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Grupo Inepar pede recuperação judicial

Empresa fundada nos anos 1960 já foi uma das principais na Bolsa de Valores de São Paulo, antes de entrar em crise

Fábrica da Inepar: recuperação judicial
Fábrica da Inepar: recuperação judicial

A Inepar Indústria e Construções, fabricante de máquinas e equipamentos para infraestrutura, entrou com pedido de recuperação judicial na Comarca de Araraquara do Estado de São Paulo, na última sexta-feira, informou o grupo em comunicado durante o fim de semana.

O grupo tem dívida acumulada de R$ 2 bilhões - valor considerado impagável nas condições atuais. As empresas que entraram com o pedido são Inepar Indústria e Construções, Inepar Equipamentos e Montagens, Inepar Telecomunicações, Inepar Administração e Participações, IESA Projetos, IESA Óleo e Gás, IESA Transportes, Sadefem Equipamentos e Montagens e TT Brasil Estruturas Metálicas.

"A despeito dos esforços da administração junto a credores, clientes e potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial mostrou-se inevitável diante do agravamento da situação de crise econômico-financeira da companhia", informou a empresa.

Fundada há mais de 60 anos, a Inepar viveu seus tempos áureos entre 1997 e 2002, quando as ações preferenciais da companhia figuraram entre os destaques do Ibovespa - hoje, a ação do negócio vale R$ 0,38, o que se refletiria um valor de mercado de menos de R$ 50 milhões.

A companhia enfrenta dificuldades para pagar até contas do dia a dia, embora os salários de 6 mil funcionários estejam em dia, segundo o Brasil Plural. Com faturamento anual de R$ 1,2 bilhão, a companhia tem geração de caixa de cerca de R$ 100 milhões por ano.

Do total do endividamento, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) responde por cerca de R$ 1 bilhão da dívida financeira, que soma cerca de R$ 1,5 bilhão. O restante é basicamente de débitos tributários.