Vigor/Divulgação
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J&F fecha venda da Vigor para mexicana por R$ 5 bilhões

Operação traz alívio financeiro tanto para a holding quanto para a JBS, maior empresa do grupo

Renata Agostini e Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2017 | 14h50

Após semanas de intensas negociações, os irmãos Batista conseguiram concluir a venda da Vigor para a companhia mexicana Lala, que pagará R$ 5,025 bilhões para ficar com 99,9% da empresa de lácteos.

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A operação, anunciada nesta quinta-feira, 26, traz alívio financeiro tanto para a holding J&F quanto para a JBS, principal empresa do grupo.

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O anúncio da companhia mexicana veio após algumas fontes de mercado afirmarem que haveria receio do grupo mexicano em ir adiante com a compra da Vigor. 

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Do valor acertado, R$ 1,1 bilhão refere-se à fatia da companhia de alimentos, que possuía cerca de 20% da Vigor. Após descontos, a transação injetará R$ 786 milhões na JBS. Os R$ 3,9 bilhões restantes são referentes às ações da Vigor detidas pela holding J&F. 

Segundo fontes, a operação é decisiva para equacionar as finanças do grupo, que foi abatido por forte crise e cujos donos, Joesley e Wesley Batista, estão presos.

Os Batistas já haviam levantado R$ 4,5 bilhões com as vendas da empresa de calçados Alpargatas e de parte da companhia de celulose Eldorado.

O valor desembolsado pela Lala ainda está sujeito a ajustes, informou a mexicana.

Itambé. Os R$ 5,025 bilhões anunciados consideram a compra pela Lala de metade da Itambé. Os mexicanos aguardam, porém, definição da Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR), que tem hoje 50% da Itambé e direito de preferência na aquisição das ações restantes.

A CCPR manifestou interesse em ficar com 100% da companhia, mas tenta levantar os recursos para fazer a compra. Se a cooperativa fizer oferta para ficar com toda a Itambé, o valor desembolsado pela Lala cairá para R$ 4,325 bilhões, segundo os mexicanos.

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