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Lucro de estatais federais cresce 19% no 1º semestre

Em meio a um forte processo de reestruturação. empresas fecharam o primeiro semestre do ano com lucro de R$ 17,3 bilhões

Lu Aiko Motta, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 00h04

BRASÍLIA – Em um forte processo de reestruturação iniciado no governo de Michel Temer, as empresas estatais federais reverteram os resultados negativos de 2015 e fecharam o primeiro semestre do ano com lucro de R$ 17,3 bilhões, aumento de 19,6% sobre igual período de 2016. Os dados constam da terceira edição do Boletim das Empresas Estatais Federais, divulgado nesta quarta-feira, 4.

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Os números foram puxados pela Petrobrás, que deu um salto de 884,4% em seu resultado, saindo de lucro de R$ 518 milhões na primeira metade de 2016 para R$ 5,099 bilhões neste ano. O Banco do Brasil registrou lucro de R$ 5,062 bilhões, a Caixa teve resultado positivo de R$ 4,074 bilhões, o grupo Eletrobrás lucrou R$ 1,722 bilhão e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 1,344 bilhão. Em 2015 o conjunto das estatais teve prejuízo de R$ 32,023 bilhões.

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“É resultado de um conjunto de ações que estamos implementando”, disse o secretário de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, Fernando Antônio Ribeiro Soares.

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Ele citou o corte de custos operacionais e a busca de negócios que gerem mais resultados. Segundo o secretário, há em curso cerca de 15 programas de demissão voluntária. O total de empregados nas estatais havia recuado para 516.175 em junho deste ano, ante 550.112 em 2015.

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A melhora nos resultados das estatais permitiu que elas aumentassem o recolhimento de dividendos ao Tesouro Nacional. No primeiro semestre deste ano, foram repassados R$ 5,1 bilhões, ante R$ 3,7 bilhões em igual período do ano anterior.

Os dados mostram que, até a metade do ano, as empresas estatais haviam executado 46% do orçamento de R$ 1,278 trilhão autorizado para 2017. O volume de investimentos chegou a R$ 23,6 bilhões, 25,8% do total de R$ 91,5 bilhões previsto para o ano. Segundo Soares, os investimentos tradicionalmente melhoram no segundo semestre.

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O universo de estatais controladas direta ou indiretamente pelo governo estava em 150 empresas em junho. “Isso com certeza vai diminuir”, afirmou o secretário, sem fixar metas.

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