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Mantega classifica crescimento do comércio internacional como medíocre

Célia Froufe, Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, da Agência Estado

21 Março 2013 | 11h 13

Ministro afirma que o tema causa preocupação no governo; para 2013, o ministro disse esperar um quadro 'um pouco melhor'

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, manifestou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado preocupação do impacto do fraco desempenho do comércio internacional na economia brasileira. "O que preocupa é o crescimento do comércio internacional", disse. O ministro classificou a expansão do comércio internacional de medíocre em 2012, com impacto em todas as economias.

"Em 2012, não houve crescimento. Todos os países tiveram dificuldades para crescer", avaliou, destacando que a expansão foi menor do que 1% em relação a 2011. Segundo Mantega, o impacto no Brasil foi um pouco menor, porque a economia brasileira tem uma abertura comercial menor.

Para 2013, o ministro disse esperar um quadro "um pouco melhor". "Não é acentuadamente melhor. Mas um crescimento de 4%", disse. Ele ressaltou que o setor manufatureiro é o que mais sofre, desde a crise de 2008, e ainda se encontra com a capacidade ociosa e dificuldades de se expandir. "A vantagem nossa é que existe mercado interno", afirmou.

Perspectiva para 2013. Mantega avaliou que o ano de 2013 começa com condições externas e internas mais favoráveis para a economia brasileira do que foi em 2012. Ele fez a avaliação durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para tratar da unificação do ICMS interestadual, que tratou como uma "importante reforma para o País". Mantega salientou que o crescimento do PIB mundial em 2012 foi fraco.

A taxa de expansão do PIB mundial de 3,2% foi "muito inferior" do que costuma ser, conforme o ministro, algo em torno de 5% e 6%. "Significa que a maioria das economias do mundo não teve bom desempenho, mas a perspectiva para 2013 é de que haja melhora. Não muito, mas algum crescimento em algumas economias", previu.

No caso dos Estados Unidos, Mantega citou que a economia vem se recuperando gradualmente. "Espera-se para 2013 um pouco mais de crescimento do que 2012", disse. Isso, segundo ele, ajuda a irradiar o comércio, o que significa a possibilidade de mais negócios para o mundo.

"Já a União Europeia ainda está combalida, não deverá ter grande desempenho. Porém, não terá os problemas agudos de 2012, problemas financeiros que ameaçaram eclodir a qualquer momento. O risco de um ruptura financeira está afastado em 2013", estimou.