Daniel Teixeira/Estadão
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Melhora do crédito impulsiona lucro do Itaú

Resultado do maior banco do País subiu 11,78% no 3º trimestre, para R$ 6,254 bilhões; instituição também registrou queda na inadimplência

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 22h16

O Itaú Unibanco, maior banco privado do País, anunciou nesta segunda-feira, 30, que teve lucro líquido de R$ 6,254 bilhões no terceiro trimestre, alta de 11,78% sobre o mesmo período do ano passado, quando o resultado somou R$ 5,595 bilhões. O desempenho foi impulsionado, segundo a instituição, pela melhora no custo do crédito, reflexo de menores gastos com provisões para devedores duvidosos e de maiores ganhos com receitas de serviços e tarifas.

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Apesar dos dados positivos, a carteira de crédito do Itaú permaneceu em queda – R$ 575,2 bilhões em setembro, uma redução de 4,9% em relação ao mesmo mês de 2016.

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Segundo o banco, porém, houve mudança no perfil dos empréstimos concedidos: as linhas de crédito imobiliário e consignado, por exemplo, agora representam 46% do total da carteira de negócios de pessoas físicas no Brasil – o dado evidencia uma migração para ativos de menor risco. Há cinco anos, a proporção desses setores na carteira do Itaú era de 20%.

Os empréstimos para pessoas físicas subiram 0,3% no comparativo trimestral, mas ainda encolheram 1,4% em um ano. Já as operações para pessoa jurídica caíram 4,9% em relação ao segundo trimestre e tiveram queda de 8,4% no terceiro trimestre passado.

Inadimplência. Em comunicado, o presidente do Itaú Unibanco ainda destacou outros sinais de melhora no segmento de crédito. O índice de inadimplência do banco, considerando os atrasos acima de 90 dias, permaneceu estável em 3,2% ao fim de setembro, em relação a junho. Em um ano, a melhora foi de 0,7 ponto porcentual.

Em 12 meses, a inadimplência de pessoas físicas teve baixa de 0,6 ponto porcentual, atingindo 5,1% em 30 de setembro. No mesmo período, houve reduções de 1,4 ponto porcentual da inadimplência de micro, pequenas e médias empresas (de 6,3% para 4,9%) e de 1,8 ponto porcentual de grandes empresas (de 2,8% para 1%).

Os ativos totais do banco encerraram o terceiro trimestre em R$ 1,466 trilhão, alta de 4,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O patrimônio líquido ficou em R$ 123,631 bilhões, expansão de 7,7% em 12 meses e alta de 4,4% ante os três meses anteriores.

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