1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Mesmo com alta do dólar, vendas da dona do Johnnie Walker crescem 12% no Brasil

- Atualizado: 28 Janeiro 2016 | 16h 07

Uísque é a bebida mais vendida pela Diageo no País; destilaria também detém a marca Smirnoff

LONDRES - A maior destilaria do mundo, a britânica Diageo, anunciou que as vendas aumentaram 12% durante o segundo semestre de 2015 no Brasil. Dona de marcas como o uísque Johnnie Walker, a vodca Smirnoff e a cerveja Guinness, a empresa diz que o consumo no País foi liderado pelos uísques.

De acordo com o balanço apresentado nesta quinta-feira, 28, a venda de uísques da marca no Brasil aumentou 17% no segundo semestre "com o forte desempenho de Johnnie Walker Red, Black e White Label e do White Horse com a Diageo mantendo a participação de mercado a despeito do aumento de preços". Em reais, o preço das bebidas alcoólicas importadas aumentou consideravelmente nos últimos meses diante da disparada do dólar.

Preço das bebidas importadas aumentou de forma considerável com a alta do dólar

Preço das bebidas importadas aumentou de forma considerável com a alta do dólar

Com a vodca, as vendas no Brasil cresceram 15%. Nesse segmento, a empresa destaca que o aumento dos pedidos foi liderado pelas marcas Smirnoff e Cîroc. A despeito da contração do mercado brasileiro de cachaças, a venda da Ypióca - marca cearense comprada há alguns anos pelos ingleses - cresceu 4% no período. O avanço é explicado "pelas ações comerciais para aumentar a distribuição em regiões estratégicas" do Brasil.

O balanço apresentado em Londres trouxe ainda um ajuste sobre o custo da compra da marca "Ypióca" de 62 milhões de libras - cerca de R$ 360 milhões - e também sobre o ágio pago pela marca cearense, no valor de 42 milhões de libras esterlinas - cerca de R$ 246 milhões. Não há resultado financeiro detalhado sobre o Brasil.

No balanço, a empresa reduziu a previsão de fluxo de caixa no Brasil "devido ao ambiente desafiador e mudanças significativas na tributação local". Em meio à crise econômica e recessão, o governo anunciou no início do ano mudança e aumento do imposto pago pelas chamadas "bebidas quentes", como uísque e cachaça.

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EconomiaX