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Michael Bloomberg voltará a comandar Bloomberg LP

REUTERS

04 Setembro 2014 | 08h 17

O ex-prefeito de Nova York deve substituir Daniel Doctoroff, que decidiu deixar o cargo

Ozier Muhammad
O ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, disse que "nunca teve a intenção de voltar à Bloomberg LP"

O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg voltará a comandar a Bloomberg LP, empresa de dados e notícias financeiras fundada por ele em 1981, substituindo Daniel Doctoroff, que decidiu deixar o cargo, disse a companhia na quarta-feira.

A companhia privada, da qual Bloomberg é o acionista majoritário, disse que Doctoroff deixará os cargos de presidente e presidente-executivo no fim do ano.

Bloomberg, cuja fortuna é estimada em mais de 32 bilhões de dólares, havia estimado gastar boa parte de seu tempo em esforços filantrópicos depois de deixar a prefeitura. Esses esforços incluíram batalhas pela saúde pública e pelo controle de armas.

"Este é um dia triste para mim e minha companhia", disse Bloomberg em comunicado. "Eu realmente queria que Dan ficasse e continuasse em seu papel de liderança. Mas entendo sua decisão."

Bloomberg, que deixou de ser prefeito de Nova York em dezembro, acrescentou que "nunca teve a intenção de voltar à Bloomberg LP" após 12 anos como prefeito.

A Bloomberg compete com a Thomson Reuters.

Doctoroff se tornou presidente da Bloomberg LP em 2008 e presidente-executivo em julho de 2011. Durante o período, a receita da empresa avançou de 5,4 bilhões de dólares para mais de 9 bilhões, disse ele em comunicado a funcionários da companhia.

"Então por que eu decidi sair agora?", escreveu Doctoroff. "Posto de uma forma simples, embora Mike nunca tenha tido a intenção de voltar em tempo integral, após ter deixado a prefeitura e começado a conhecer a empresa novamente ele redescobriu que lugar estimulante e incrível este é. Então naturalmente ele quis se envolver mais".

Doctoroff, 56, ex-vice-prefeito de Nova York, disse ao New York Times que informou a Bloomberg duas semanas atrás que pretendia renunciar. A Bloomberg o encorajou a ficar.

"Esse não era o plano", disse Bloomberg ao jornal. "Foi ideia dele. Se dependesse de mim, ele teria ficado."

(Por Peter Cooney em Washington e Ronald Grover em Los Angeles)

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