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Movida movimenta R$ 645 milhões no primeiro IPO de 2017

Locadora de carros saiu na frente entre as empresas que prometem lançar ações na Bolsa brasileira este ano; ação, porém, foi precificada abaixo da estimativa inicial

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Fernanda Guimarães ,
O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2017 | 18h55

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da locadora de carros Movida, controlada pela JSL, movimentou R$ 645,168 milhões, marcando a primeira abertura de capital da Bolsa brasileira em 2017. A ação foi precificada em R$ 7,50 - os papéis começam a ser negociados na quarta-feira, 8, na BM&FBovespa. O valor ficou bem abaixo do que a companhia pretendia movimentar, até R$ 1,18 bilhão, se todos os lotes tivessem sido negociados pelo teto inicial.

A faixa indicativa inicial do preço das ações era de R$ 8,90 a R$ 11,30. Após a redução de preço, a demanda teria ficado em cerca de 1,3 vez a oferta, ou seja, ainda baixo. É considerada uma demanda grande quando fica 3 vezes o valor da oferta.

Do total da oferta da Movida, R$ 535,9 milhões irão para o caixa da companhia e serão utilizados, conforme o prospecto da companhia, para a estrutura de capital e reforço de liquidez e para crescimento. O restante para o bolso do acionista vendedor, a JSL.

Nesta semana, outras duas empresas pretendem precificar seus papéis. A Unidas, concorrente da Movida, e o laboratório mineiro de diagnóstico Hermes Pardini seguirão o mesmo caminho e vão precificar suas ações na sexta-feira.

Fontes ouvidas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, afirmaram que os fundos de private equity (que compram participações em empresas) sócios da Unidas - Gávea, Kinea e Vinci - estariam relutantes em reduzir o preço do papel da locadora no âmbito de sua oferta inicial de ações. A taxa indicativa de preço, estabelecida no prospecto, é de R$ 15,15 e R$ 18,71. 

Concorrência. Com a abertura de capital da Movida, a companhia se une à Localiza e Locamérica, empresas do mesmo setor que já negociam na Bolsa. No mercado, comenta-se que a concorrência entre as companhias vem sendo tão grande que em “roadshows” da Localiza, como são chamadas as apresentações dos administradores com os investidores, a Movida e Unidas foram assuntos bastante recorrentes nas conversas.

Passadas as três ofertas programadas para este início de fevereiro, a expectativa é de que operações aguardadas pelo mercado comecem a se desenrolar ao longo do segundo semestre, conforme fontes de mercado. 

Entre as potenciais candidatas estão Carrefour, XP Investimentos e IRB Brasil Re. Outras ofertas menores, como a Notredame Intermédica, BioRitmo, Hapvida, Biotoscana, Log Comercial também estariam entre as possíveis aberturas de capital neste ano.

Em 2016, a Bolsa brasileira foi palco de apenas um IPO, o da Alliar, em outubro. Outra operação que estava prevista para dezembro, o da Tenda, braço de baixa renda da Gafisa, não encontrou demanda no mercado. 

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