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Para evitar cortes, GM quer congelar salário

- Atualizado: 15 Março 2016 | 08h 53

Montadora propõe não incorporar repasse da inflação aos salários; em troca, estenderia lay-off de 1,2 mil trabalhadores

No primeiro bimestre, as vendas totais caíram 31% ante igual período de 2015

No primeiro bimestre, as vendas totais caíram 31% ante igual período de 2015

A General Motors propôs aos trabalhadores da fábrica de São Caetano do Sul, no ABC paulista, o congelamento dos salários nominais neste ano para evitar mil demissões que podem ocorrer no próximo mês, quando termina o prazo de lay-off de 1,2 mil trabalhadores.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, a correção da inflação seria paga em forma de abono, e não incorporada aos salários. Em 2017, a fórmula seria repetida, mas com 50% da indexação sendo incorporada aos salários. Nos dois anos não haverá aumento real.

A contrapartida seria estender por cinco a sete meses o lay-off desse grupo. A empresa também quer reduzir de 30% para 20% o pagamento de adicional noturno, além de acabar com a cláusula de estabilidade para novos funcionários que adquirirem doenças profissionais.

“Estamos entre a cruz e a espada”, diz Silva, que não vê, no momento, chances de retomada do mercado de veículos. A GM não comentou o assunto. As partes se reúnem amanhã para discutir a proposta. No início do mês a montadora ameaçou demitir 1,5 mil funcionários.

No primeiro bimestre, as vendas totais caíram 31% ante igual período de 2015, para 302 mil veículos. As vendas da GM caíram 34,8%, para 48,8 mil unidades. Ainda assim, a marca lidera o mercado no primeiro bimestre e o Onix, fabricado em Gravataí (RS) é o mais vendido no País. A fábrica de São Caetano produz Cobalt, Cruze (que deixará de ser feito no local), Montana e Spin.

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