Wilton Junior / Estadão
Wilton Junior / Estadão

Para Pedrosa, Dyogo no comando do BNDES deve acelerar privatização da Eletrobrás

Secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia classificou Dyogo Oliveira como entusiasta da privatização da estatal

Luciana Collet, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2018 | 11h47

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, avaliou que as mudanças que serão implementadas em ministérios e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não retirarão o "momento positivo" para a privatização das distribuidoras da Eletrobras - previsto para maio - e da própria companhia, planejado para o final do ano que vem.

Ele salientou, em particular, a definição do atual ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, para assumir a presidência do BNDES, como também a substituição do atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, por Eduardo Guardia, secretário-executivo da pasta.

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Segundo Pedrosa, Dyogo "é entusiasta" da privatização da Eletrobras desde o início, tendo sido um dos seis executivos do governo a conhecer e apoiar o projeto. "A presença dele no BNDES vai ser elemento acelerador nas distribuidoras e na Eletrobras", comentou.

Da mesma forma, ele comentou que Guardia "viveu desde o início" o desenho da privatização da estatal e também foi uma das primeiras pessoas a conhecer e dar suporte ao plano do Ministério de Minas e Energia. Com isso, e tendo em vista a mudança de cadeiras a partir da semana que vem, Pedrosa avaliou que "será um momento positivo" para processo de privatizações.

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Privatização. A privatização das distribuidoras operadas atualmente pela Eletrobras no Norte e Nordeste do País “ é o caminho menos traumático” para as empresas, disse Paulo Pedrosa, durante evento promovido pelo Bradesco BBI. Ele lembrou que a concessão já foi encerrada e que a alternativa à venda é a liquidação das empresas. “Quem se opõe achando que vai pedalar, para proteger o trabalhador, na realidade está levando o trabalhador para o pior cenário possível".

Da mesma forma Pedrosa tratou da privatização da holding Eletrobras. Segundo ele, mesmo com “o trabalho extraordinário do Wilson”, referindo-se a Wilson Ferreira Junior, presidente da companhia e citando o plano de ganho de eficiência e redução de endividamento, sem a privatização o grupo “está condenado a se tornar irrelevante”.

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Ele comentou que a companhia não reage aos estímulos regulatórios e tem perdido valor na transmissão e na geração, ao mesmo tempo em que não tem tido a agilidade necessária para atuar na expansão do setor, tendo em vista a falta de capital. Ele reiterou que a Eletrobras deveria investir R$ 14 bilhões por ano para manter sua presença no setor.

O secretário considerou que os dois processos, juntamente com a reforma do marco regulatório, em discussão por meio de um projeto de lei, fazem parte da necessária adaptação em meio a mudança por que passa o País e também o setor elétrico em todo o mundo. “Esse movimento está empoderado pelas regras do País e pelas instituições e é movimento sem volta. Pode ser mais traumático ou menos traumático, o que propomos para o País é o menos traumático”, disse.

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