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Pátria Investimentos ganha concessão para operar estacionamento do aeroporto de Curitiba

- Atualizado: 16 Março 2016 | 19h 10

Gestora, que é dona de 100% da rede de estacionamento Pare Bem, tem planos para ampliar atuação no País

Contrato de concessão para operar o estacionamento do Aeroporto Internacional de Curitiba é de 25 anos

Contrato de concessão para operar o estacionamento do Aeroporto Internacional de Curitiba é de 25 anos

O Pátria Investimentos ganhou a licitação para operar o estacionamento do Aeroporto Internacional Afonso Pena, de Curitiba (PR). O contrato de concessão é de 25 anos e  envolve investimentos da ordem de R$ 60 milhões, além do pagamento da outorga inicial de R$ 15 milhões. O fundo de infraestrutura da  gestora é dono de 100% da Pare Bem, rede de estacionamento adquirida em julho do ano passado. 

A autorização da Pare Bem para operar o estacionamento do aeroporto de Curitiba foi oficializada hoje pela Infraero. A área de estacionamento do aeroporto vai ampliar sua capacidade com a construção e operação de um edifício-garagem com 2.400 vagas adicionais. Atualmente, já possui 2 mil vagas. O valor comercial deste contrato é de R$ 345,8 milhões, segundo edital da Infraero.

Ao Estado, Roberto Cerdeira,  diretor da gestora e presidente da Pare Bem, disse que os planos de expansão da companhia são ambiciosos. A Pare Bem está avaliando participar da concessão que será aberta no para operar no Rio de Janeiro. São dois contratos de parquímetros que serão abertos: um deles, na zona Sul da cidade, e outro que compreende a zona Norte e a região central do Rio.

"A Pare Bem está em estacionamentos de importantes edifícios comerciais e hospitais, como o Samaritano, em São Paulo. Temos atuação no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País. Podemos ampliar para as regiões Norte e Nordeste, além da América Latina. Temos planos de internacionalização pela frente", disse Cerdeira, sem dar mais detalhes desse processo.

Extremamente pulverizado, o mercado de rede de estacionamentos se tornou um ativo atraente para grandes companhias. A rede Estapar, que pertence ao BTG Pactual, virou alvo de aquisição de fundos e empresas concorrentes depois que o banco começou a vender ativos para fazer caixa, após a prisão de seu fundador e ex-presidente André Esteves. O banqueiro foi preso no dia 25 de novembro passado no âmbito da Operação Lava Jato. Desde dezembro, cumpre prisão domiciliar.

Perguntado sobre a possibilidade de o Pátria adquirir a rede Estapar, Cerdeira negou que tenha interesse por esse ativo. Segundo ele, o Pátria não descarta fazer aquisições, mas, por enquanto, cresce organicamente.

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