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Petrobrás recorre aos investidores chineses

- Atualizado: 26 Fevereiro 2016 | 22h 40

Empresa voltou a buscar financiamento no país nas mesmas condições de 2009, quando tomou US$ 10 bilhões em crédito; na época, acordo incluiu o fornecimento de petróleo a estatal chinesa

RIO - A Petrobrás recorreu mais uma vez aos investidores chineses para financiar o seu caixa em US$ 10 bilhões. O modelo é o mesmo adotado em 2009, quando, após viagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pequim, a petroleira firmou acordo com o banco de fomento chinês CDB para ter acesso à mesma quantia. Como compensação, a empresa brasileira se comprometeu a contratar equipamentos e serviços de fornecedores do país asiático.

No comunicado divulgado para informar sobre a movimentação, a Petrobrás não disse se o financiamento obtido será pago em petróleo. A nota emitida se restringe a dizer apenas que as condições são as mesmas do acordo firmado em 2009, que incluiu o fornecimento de 350 mil barris por dia a uma subsidiária da estatal chinesa do petróleo Sinopec.

Estatal se comprometeu a contratar equipamentos e serviços de fornecedores do país asiático

Estatal se comprometeu a contratar equipamentos e serviços de fornecedores do país asiático

“Este novo contrato é resultado do acordo de cooperação assinado pela Petrobrás e CDB em 2015, quando ocorreu a visita ao Brasil do Primeiro Ministro da China, Sr. Li Keqiang, tendo em vista o desenvolvimento de parcerias entre as instituições durante os anos de 2015 e 2016”, informou a empresa.

Os investidores estão na linha de frente das alternativas consideradas pela Petrobrás para ter acesso a financiamento desde que a companhia perdeu o grau de investimento, selo de boa pagadora e deixou de ser opção de aporte de recursos de muitos estrangeiros. Desde então, a empresa paga caro para ter acesso ao crédito disponível no mercado e, por isso mesmo, como alternativa, tem recorrido a modelos diferentes de financiamento, atrelados, principalmente, aos ativos da própria companhia – como o leasing de plataformas e também a produção de petróleo – e a parceiros estratégicos, como a China. No ano passado, inclusive, o CDB já havia liberado US$ 3,5 bilhões diretamente para a petroleira brasileira.

Manutenção. O conselho de administração da Petrobrás continuará a ser presidido por Luiz Nelson Guedes de Carvalho até a próxima Assembleia Geral de Acionistas da companhia. A decisão foi tomada na reunião do conselho realizada ontem no Rio de Janeiro.

Carvalho está no cargo desde 14 de setembro de 2015 e assumiu no lugar do presidente da mineradora Vale, Murilo Ferreira. O executivo deixou a função após ter desentendimento com o atual presidente da companhia, Aldemir Bendine.

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