Toby Melville/Reuters
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Presidente executivo da Uber diz que futuro da empresa no Brasil é incerto

Segundo Dara Khosrowshahi, futuro no País depende das decisões do governo, com o Senado brasileiro se preparando para votar a regulamentação dos aplicativos de transporte

Reuters

31 Outubro 2017 | 18h25

O presidente executivo da Uber Technologies, Dara Khosrowshahi, disse nesta terça-feira, 31, que o futuro da empresa no Brasil depende das decisões do governo, com o Senado brasileiro se preparando para votar a regulamentação dos aplicativos de transporte.

“Depende das decisões do governo”, disse Khosrowshahi a jornalistas quando perguntado se a Uber deixaria o Brasil caso o projeto de lei mais rígido seja aprovado.

Ele falou depois de uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Apoio. Conforme apurou a coluna de Sonia Racy, sensibilizados pela mobilização do Uber, senadores decidiram na reunião dos líderes nesta terça-feira, 31, que vão aprovar um destaque ao projeto que regulamenta aplicativos de carro particular.

Isso fará com quem o texto volte para a Câmara, onde já tinha sido aprovado. A mudança vai retirar a obrigatoriedade da placa vermelha e de o condutor ser proprietário do veículo.

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Concorrência. Um estudo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu que a entrada do Uber e de outras empresas de aplicativos de celular no mercado de transporte individual de passageiros é, em sua maioria, benéfica para o consumidor por aumentar a concorrência e ainda possibilitar a redução de falhas de mercado. Por isso mesmo, alerta o estudo, regulamentações muito restritivas podem impactar negativamente o setor.

O estudo consiste em uma nota técnica preliminar de um levantamento mais amplo ainda em elaboração pelo Departamento de Estudos e Econômicos (DEE) do Cade e que deve ser concluído ainda em 2017. O texto com as considerações iniciais foi divulgado nesta terça-feira, 31, quando o Senado Federal deve analisar um projeto que regula os serviços de transporte particular por meio de aplicativos como Uber e Cabify.  

O documento afirma ainda que a chegada de aplicativos de transporte privado criou uma nova demanda entre pessoas que não utilizavam táxis, além de ter aumentado o mercado para aplicativos de táxi (como 99 e Easy Taxi).  Os próximos passos do estudo poderão dar números precisos a respeito dessa tendência. 

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