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Queda de duas torres restringe operação de Itaipu até véspera da Copa, ONS descarta risco

ANNA FLÁVIA ROCHAS - REUTERS

06 Junho 2014 | 21h 13

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou nesta sexta-feira que houve queda de duas torres de transmissão de linha entre Foz do Iguaçu e Ivaiporã, no Sul do país, na quinta-feira, provocando o desligamento automático de dois circuitos da linha e reduzindo o envio de energia da hidrelétrica Itaipu para o Brasil, mas sem causar corte no abastecimento do país.

Os dois circuitos têm previsão para retornar à operação em 11 de junho, véspera do início da Copa do Mundo, informou o ONS no Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação, divulgado nesta sexta-feira.

Procurado, o ONS informou na noite desta sexta-feira que o desligamento dos dois circuitos não significou em corte de energia e que a previsão de retorno dos circuitos apenas para 11 de junho não representa qualquer perigo para o fornecimento de eletricidade do sistema.

Durante o período de desligamento dos circuitos, a usina de Itaipu vai operar com limitações, a 4.200 MW nas cargas pesada e média, em 60 Hertz, e a 3.800 MW na carga leve.

Como base para comparação, em 4 de junho, um dia antes da queda das torres, a produção da energia de Itaipu em 60hz foi de 4.980 MW médios, segundo o Informativo Preliminar Diário de Operação do ONS. Na frequência de 50 Hz foram gerados 4.745 MW médios para o Brasil.

Das 20 unidades geradoras de Itaipu, dez geram em 50 Hz, que é a freqüência usada no Paraguai, e dez em 60 Hz, freqüência utilizada no Brasil. Existe uma estação conversora, no lado brasileiro, para transformar em 60 Hz a energia gerada em 50 Hz que não é utilizada pelo país vizinho.

A linha de transmissão Foz do Iguaçu - Ivaiporã, operada por Furnas, do grupo Eletrobras, é um sistema em corrente alternada formada por três circuitos. Essa linha já chegou a sofrer quedas por tempestades no passado, além de desligamentos.

Em 2009, a queda de três linhas que transmitem energia de Itaipu, localizadas entre o Paraná e São Paulo, causou um apagão que atingiu 18 Estados do país.

Representantes de Furnas não puderam ser encontrados de imediato para comentar o evento de quinta-feira reportado no relatório do ONS.