Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Receita do comércio cai pelo 2º mês seguido em SP

Com recuo de 1,8% em julho, setor já acumula retração de 5% nos dois primeiros meses do segundo semestre

Jonathas Cotrim, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2017 | 19h01

O faturamento do comércio varejista no mês de julho registrou queda de 1,8% na comparação com junho deste ano, de acordo com a pesquisa ACVarejo feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Este é o segundo mês seguido com retração, já que, entre maio e junho, o faturamento decresceu 3,2%. Por outro lado, em relação a julho de 2016, houve crescimento de 0,8%.

No acumulado dos dois primeiros meses do segundo semestre, retração do setor já alcança 5%.

Mesmo assim, o resultado foi bem visto pelos representantes do setor. Isso porque, segundo a ACSP, o Dia dos Namorados teve um impacto positivo nas vendas de junho, que afetou a base comparativa do índice de julho.

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A queda ante junho foi puxada pelos setores de lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (-8,6%); outros tipos de comércio varejista ­­-- que abrange as vendas de combustíveis, livros, jornais, artigos de papelaria, recreativos e esportivos (-5,9%); farmácias e perfumes (-3,3%); concessionárias de veículos (-2,2%); e autopeças e acessórios (-0,2%).

Por outro lado, algumas atividades registraram aumento: lojas de móveis e decorações (8,1%); lojas de material de construção (5,4%); e supermercados (1,6%).

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No acumulado do ano, o faturamento do comércio em todo o Estado de São Paulo registrou crescimento de 3,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. "Lojas de departamentos, eletrodomésticos e eletroeletrônicos" foi a atividade que mais se destacou, com crescimento de 12,5%. Já o setor "outros tipos de comércio varejista" registrou queda de 2,7% no período.

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Ao analisar o volume de vendas, o mês de julho registrou queda de 1,9% em relação à junho, enquanto na comparação com o julho do ano passado, houve crescimento de 1,3%. Já no acumulado de 2017, ocorreu aumento de 1,6%.

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