Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Reforma trabalhista não motivou demissões de professores, diz Estácio

Companhia não abre os números, mas, segundos fontes próximas à rede, 1,2 mil docentes serão demitidos neste mês

O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 23h31

A Estácio Participações, segunda maior rede privada de educação superior no País, afirmou nesta quarta-feira, 6, que as demissões confirmadas na terça-feira, 5, pela companhia não foram motivadas pelas novas regras vigentes em decorrência da reforma trabalhista.

A companhia não abre os números, mas, segundos fontes próximas à rede, 1,2 mil docentes serão demitidos neste mês. A empresa afirmou apenas que um contingente equivalente ao corte será contratado no próximo ano.

Questionado nesta quarta-feira sobre a decisão de uma universidade privada que estaria demitindo professores para recontratar docentes em janeiro com salários menores, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que, se for comprovada intenção de burlar a legislação, a iniciativa poderá ser combatida.

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Sem citar o nome do grupo educacional, Nogueira disse que "não vê prosperar qualquer intenção de quem quer que seja que tenha o interesse de burlar a lei".

Enquanto isso, o Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro começou a receber nesta quarta-feira informações de que os cortes já começaram nas unidades da Estácio - o Estado concentra a maior parte dos docentes da vice-líder em educação no País.

Segundo Oswaldo Teles, presidente do Sinpro-RJ, as demissões estão ocorrendo antes do fim do ano letivo. Para organizar a categoria, haverá uma reunião na sede do sindicato hoje, na capital fluminense. Teles afirmou ter solicitado uma reunião com a Estácio para falar das demissões, mas disse que data e horário ainda não foram agendados.

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