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Economia

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Rio Tinto congela salário de todos os funcionários para 2016

Queda nos preços do minério de ferro e do cobre pressiona os resultados da segunda maior mineradora do mundo

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Dow Jones Newswires

14 Janeiro 2016 | 14h52

LONDRES - A gigante mineradora Rio Tinto congelou os salários de todos seus funcionários, incluindo o executivo-chefe, e pediu à equipe que corte todas as atividades não essenciais para preservar caixa, em meio à forte queda recente nos preços das commodities. 

As ações em Londres da mineradora anglo-australiana, a segunda maior do mundo em valor de mercado, caíram quase 40% ao longo do último ano, diante da queda do preço do minério de ferro e do cobre.

O preço à vista do minério de ferro, um componente fundamental da fabricação do aço e o principal motor da receita da Rio Tinto, caiu 70%, para pouco menos de US$ 40 a tonelada, de US$ 130 um ano antes, enquanto o preço do cobre recuou mais de 20% no mesmo período, para atingir em Londres nesta quinta-feira nova mínima em seis anos e meio, a US$ 4.330 a tonelada.

Um porta-voz da empresa, David Outhwaite, disse que a decisão de congelar os salários foi a mais difícil das ações tomadas, já que a situação não reflete o trabalho duro e o esforço colocados pelos funcionários. "Mas isso é necessário, diante do contexto do mercado."

Questionado sobre se a companhia cortaria também seu dividendo para preservar caixa, o porta-voz não quis comentar. Analistas esperam que a Rio Tinto enfrente pressão para cortar o dividendo, após outras grandes mineradoras, como a brasileira Vale, a suíça Glencore e a britânica Anglo American cortarem seus dividendos no ano passado. A anglo-australiana BHP Billiton, maior do mundo em valor de mercado, já disse que revisará a política de dividendo em fevereiro, quando seu conselho se reunir.

O Citigroup cortou seu preço alvo para a ação da Rio Tinto em 16% nesta quinta-feira, diante da expectativa de que a companhia gere menos receita, após rebaixar sua previsão para o minério de ferro para cerca de US$ 35 a tonelada nos próximos poucos anos, de US$ 40 a tonelada anteriormente.

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