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Santo Antônio pede adiamento de pagamentos no mercado de energia

Reuters

03 Setembro 2014 | 14h 47

Se não houver a postergação, a empresa precisará pagar, na próxima segunda-feira, cerca de R$ 860 milhões

Divulgação
A empresa questiona um período de 63 dias em que deve ser isenta de responsabilidade por paralisações em sua obra causada por greves

A Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela usina hidrelétrica Santo Antônio, pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que adie a data da liquidação para as suas obrigações no mercado de energia de curto prazo marcada para segunda-feira, informou o presidente da empresa, Eduardo de Melo Pinto. 

Se não houver a postergação, a empresa precisará pagar, na próxima segunda-feira, cerca de R$ 860 milhões referentes às operações de julho, gastos que vem sendo questionados pela empresa na Justiça.

A empresa questiona um período de 63 dias em que deve ser isenta de responsabilidade por paralisações em sua obra causada por greves. Outro questionamento refere-se ao pagamento pelo não cumprimento do chamado Fator de Indisponibilidade, que a obriga a manter suas turbinas gerando 99,5% do tempo.

Os sócios da Santo Antônio Energia vão discutir no próximo dia 5, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), se farão ou não aporte na companhia, disse nesta quarta-feira Eduardo de Melo Pinto. O executivo não informou de quanto deve ser o aporte.

Segundo ele, nesta quarta-feira o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisará novo recurso da empresa para tentar reverter duas liminares que evitam as cobranças questionadas pela empresa.