Christian Harmann/Reuters
Christian Harmann/Reuters

Spotify prepara para abrir capital na bolsa, mas sem depender dos bancos

Companhia de streaming de música vai passar por processo não-convencional de abertura de capital na Bolsa de Nova York para captar US$ 1 bilhão

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 21h49

O Spotify registrou um pedido junto a U.S. Securities and Exchange Commission (SEC), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos EUA,  para preparar sua oferta publica direta de ações, no valor de até US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,2 bilhões, segundo câmbio do dia). O processo é diferente da tradicional oferta pública inicial (IPO) pois não vai ser feito via banco de investimentos, corretoras ou fundos. Na oferta pública direta, a empresa vende diretamente suas ações ao mercado, economizando dinheiro com as taxas praticadas pelas instituições financeiras, mas assumindo um risco maior pelo sucesso da operação. 

Ofertas públicas diretas (DPO) são pouco comuns mesmo nos EUA e feitas, na maioria das vezes, por empresas de porte menor. O Spotify tornou-se a primeira grande companhia a protocolocar um pedido para realizar o procedimento nos últimos anos. Fundada em 2008, a empresa sueca é a maior empresa global de streaming de música, com valor de mercado avaliado em U$ 19 bilhões no ano passado. 

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Em seu pedido de venda de ações, a companhia declarou ter 71 milhões de usuários pagantes , que possuem um serviço mais aprimorado e não são obrigados a ouvir propaganda, e média de 159 milhões de usuários mensais. A Apple Music, como medida de comparação, tem 36 milhões de usuários pagantes e não oferece o serviço gratuitamente. A receita da companhia, presente em mais de 60 países pelo mundo, foi de US$ 4,99 billhões em 2017.

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