Nacho Doce|Reuters
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Telefônica Brasil tem lucro de R$ 1,8 bi no primeiro semestre

Resultado representa queda de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado; presidente diz que resultado reflete aposta em tráfego de dados diante da queda no faturamento com chamadas de voz

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 10h07

A Telefônica Brasil, dona da Vivo, apresentou lucro líquido de R$ 872,9 milhões no segundo trimestre de 2017, montante que equivale a um crescimento de 24,8% em comparação com o mesmo trimestre de 2016. Entretanto, o montante ficou 9,4% abaixo da média das projeções dos analistas de seis bancos consultados na Prévia Broadcast (BTG Pactual, Itaú BBA, Credit Suisse, Safra, Bradesco BBI e Brasil Plural), que apontavam para um lucro de R$ 963,6 milhões.

No acumulado do primeiro semestre, a Telefônica chegou a um lucro líquido de R$ 1,869 bilhão, queda de 2,5% em relação ao mesmo semestre do ano passado.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 3,528 bilhões, expansão de 10,3% nas mesmas bases de comparação. A margem Ebitda subiu 2,5 pontos porcentuais, para 33,0%. No ano, o indicador alcançou R$ 7,042 bilhões, aumento de 0,8% na mesma base de comparação. A margem Ebitda recuou 0,3 ponto porcentual, para 33,1%.

A receita operacional líquida totalizou R$ 10,697 bilhões, aumento de 1,8%. No semestre, somou R$ 21,287 bilhões, expansão de 1,7%. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 264,3 milhões, encolhimento de 13,7%. Nos primeiros seis meses de 2017, o número ficou negativo em R$ 554,7 milhões, baixa de 10,9%.

Menos voz. O presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro, avaliou que o avanço do lucro líquido no segundo trimestre foi positivo, apesar de o resultado ter ficado abaixo das expectativas de analistas do setor de telecomunicações. O executivo destacou que o resultado reforça a estratégia da companhia nos últimos anos de ampliar a conectividade e o tráfego de dados entre os clientes da marca Vivo, compensando a tendência de queda do faturamento com chamadas de voz.

"Foi uma estratégia correta, prova disso é que a receita cresceu em um ritmo acima do mercado", afirmou em entrevista a jornalistas. "A maior parte das nossas receitas já não depende mais da voz", completou.

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Entre os destaques operacionais, Navarro apontou que o ritmo de adição de clientes de contas pós-pagas neste ano tem sido 2,3 vezes maior do que no ano passado. "A atividade comercial está muito intensa", frisou.

Navarro explicou que o lucro destoou das previsões de analistas porque a companhia optou por adiar para os trimestres seguintes a declaração de juros sobre o capital próprio (JCP), levando em conta que teve uma geração de caixa considerada muito positiva entre abril e junho.

"Nesse trimestre acabamos pagando mais impostos. Não do ponto de vista de caixa, mas contábil. A quantidade de impostos é muito determinada pela quantidade de juros sobre o capital próprio. No trimestre em que declaramos, acabamos pagando menos impostos", detalhou, ressaltando que a declaração ocorrerá a partir do próximo balanço. "Não é uma questão estrutural. É uma decisão financeira da companhia, do ponto de vista de equalizar o seu caixa", completou.

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