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Usiminas faz acordo para congelar dívida com bancos

Com o caixa deteriorado, a Usiminas correria o risco de ter de pedir recuperação judicial

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Marcelle Gutierrez e Fernanda Guimarães,
O Estado de S.Paulo

18 Março 2016 | 14h19

SÃO PAULO - A Usiminas confirmou há pouco que firmou acordos standstill, ou seja, congelamento de dívidas, com os bancos credores Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Acordo também foi realizado com os credores japoneses, que são o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), The Bank of Tokyo Mitsubishi UFJ, Mizuho Bank e Sumitomo Mitsui Banking Corporation.

Conforme antecipado pelo Broadcast ontem, os acordos suspendem as obrigações de pagamento do montante principal, bem como as obrigações de cumprimento de índices financeiros, em financiamentos pelo prazo de 120 dias. "Foi também acordado que os credores se comprometem a não declarar o vencimento antecipado das obrigações financeiras da Usiminas", informou a empresa, em fato relevante enviado há pouco à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Também conforme antecipado ontem com fontes, os acordos estão vinculados à aprovação do aumento de capital de R$ 1 bilhão, ou seja, deixarão de vigorar caso o aumento de capital não seja aprovado em Assembleia Geral da empresa.

A Usiminas informa que "continuará negociando com os bancos um projeto de reestruturação financeira de forma a adequar seu perfil de endividamento às perspectivas de curto, médio e longo prazo, com o objetivo de preservar as capacidades financeira e operacional da companhia".

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