Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Vale deve produzir 365 milhões de toneladas de minério de ferro este ano, diz Schvartsman

Diretor-presidente da mineradora estimou ainda que a empresa conseguirá gerar 390 milhões de toneladas da commodity em 2018 e 400 milhões de toneladas no ano seguinte

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2017 | 19h57

NOVA YORK - O diretor-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que a produção de minério de ferro da companhia deve chegar a 365 milhões de toneladas em 2017 e deve alcançar 390 milhões de toneladas em 2018. Ele também apontou que a produção da commodity deve chegar a 400 milhões de toneladas em 2019.

Na avaliação de Schvartsman, a empresa tem capacidade de gerar 450 milhões de toneladas por ano do minério, mas isso ocorrerá em condições adequadas para manter o mercado internacional equilibrado.

++Yara paga US$ 255 mi por negócio de fertilizantes da Vale

Segundo o executivo, a produção de níquel deve atingir 263 mil toneladas em 2018, alcançar 262 mil toneladas em 2019 e chegar a 268 mil toneladas em 2020. "Nosso foco é totalmente margem de lucro. Nosso objetivo é fazer dinheiro, sem investimentos que não geram retorno", ressaltou.

++Câmara aprova MP que muda alíquotas de royalties da mineração

De acordo com o diretor-presidente da Vale, há grande oportunidade para níquel e por isso a empresa tem de ter uma operação sustentável. Ele também apontou que a companhia tem como meta aumentar a produção de cobre. "Tivemos uma grande descoberta de mina de cobre na Indonésia e logo vamos informar em detalhes", destacou.

Para Schvartsman, deve ocorrer uma redução total de investimentos em níquel em US$ 1,6 bilhão no biênio 2017/2018. Ele ressaltou que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de metais ferrosos deve subir de US$ 1,2 bilhão para US$ 2 bilhão em 2020. 

Os comentários foram feitos pelo executivo durante a apresentação da cúpula da companhia no Vale Day na New York Stock Exchange, a bolsa de Nova York.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.