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Com conclusão da Repar, Petrobras espera importar menos

06 de agosto de 2012 | 17h 50
ANDRÉ MAGNABOSCO, SABRINA VALLE E MÔNICA CIARELLI - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Petrobras concluiu na semana passada a construção de uma unidade de coque na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). Com isso, poderá ampliar a oferta local de combustíveis, como gasolina e diesel. O projeto, que representa uma adição de 30 mil barris diários à capacidade da unidade onde são produzidos petróleo, gasolina, diesel, gás de cozinha, propeno e hexano, foi apontado pelo diretor de Abastecimento da Petrobras, José Carlos Cosenza, como uma das razões pelas quais a importação de diesel e gasolina deve apresentar desaceleração no segundo semestre deste ano.

A iniciativa, além de aumentar a oferta de combustíveis, deverá contribuir para uma redução das despesas da Petrobras com a compra de insumos. A unidade de coque é mais uma etapa do processo de modernização da Repar, em curso desde meados da década passada. O projeto demandou investimentos totais de mais de US$ 5 bilhões e consistia na construção de 19 unidades.

Consenza também afirmou hoje que a expectativa da companhia é de que a necessidade de importação de gasolina e diesel no segundo semestre seja menor do que no primeiro semestre. Para tanto, conta com o aumento da produção local, fruto de iniciativas de maior produtividade nas refinarias, e dos efeitos da desaceleração da economia brasileira no consumo do diesel.

Custos

A diretoria da Petrobras também informou hoje que deverá apresentar no próximo mês um programa de otimização de custos operacionais, nos moldes do Programa de Aumento da Eficiência Operacional da Unidade de Operações da Bacia de Campos (Proef) lançado na semana passada. Sem revelar detalhes do plano, a presidente da estatal Maria das Graças Foster afirmou que o objetivo do projeto é definir métricas e metas para a companhia em termos de custos operacionais.

Graça destacou que logística e controle de estoques estão entre as áreas que serão abordadas pela Petrobras. O plano, além de mapear as necessidades da estatal, é uma iniciativa que visa garantir maior competitividade à produção da companhia. "Temos que voltar e olhar para trás, porque a empresa está maior e melhor. O que depende de nós, a Petrobras precisa fazer com maestria", afirmou Graça, em mais um recado de quais são as prioridades da companhia sob sua gestão.




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