Correção: Santander tem 17% do crédito imobiliário
SÃO PAULO - O último parágrafo da nota enviada anteriormente contém incorreção relativa as novas taxas que o Banco Santander passou a cobrar dos empréstimos imobiliários para as pessoas físicas. O banco esclareceu que para os clientes que não contrataram os Serviços Imobiliários Van Gogh a taxa teto de referência continua sendo 11%. O Banco Santander explicou que está oferecendo uma diferenciação de taxa para os clientes que contrataram os Serviços Imobiliários Van Gogh ou que tenham conta-salário no banco. Segue a nota corrigida.
O diretor de Negócios Imobiliários do Santander, José Roberto Machado, disse nesta sexta-feira que as originações de crédito imobiliário para pessoa física e jurídica do banco têm apresentado desempenho superior ao do mercado. "Somando as modalidades de crédito imobiliário à pessoa física e à pessoa jurídica, houve expansão de 10% nas concessões feitas pelo Santander no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2011, enquanto as concessões do mercado, de modo geral, caíram 1%", disse. Segundo Machado, esse desempenho se reflete na participação atual de cerca de 17% do Santander no mercado de concessões de crédito imobiliário.
O executivo não fez uma projeção sobre a meta do banco nesse sentido, dizendo apenas que o Santander tem "expectativas interessantes" para sua participação nesse mercado e que espera manutenção no ritmo de crescimento das concessões. O Santander anunciou há pouco corte nas taxas cobradas para os empréstimos imobiliários à pessoa física, uma das estratégias para dar continuidade à sua política de aumentar presença nesse mercado.
Machado disse que as novas originações de crédito imobiliário para pessoa física cresceram 58% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 2,7 bilhões, enquanto o mercado, de modo geral, teve expansão de 28%, para R$ 24,4 bilhões. Na originação para pessoas jurídicas, que envolvem incorporadoras e construtoras, houve queda de 13%, para R$ 3,3 bilhões, no entanto, inferior à retração apresentada pelo mercado, de 30% para R$ 11,3 bilhões.
"O cenário atual, de queda do juro, propiciou conjunção de fatores muito interessantes que tem incentivado o crescimento do financimaneto imobiliário, segmento importante das carteiras de crédito dos bancos em vários países", disse.
Desde o final do ano passado, o banco vem ampliando as condições e serviços para concessão de crédito imobiliário, como estendendo para 35 anos a linha desse serviço. Machado disse ainda que "mais de 75% do crédito imobiliário à pessoa física é aprovado quase que automaticamente". Ele citou o serviço Van Gogh, onde o cliente paga R$ 45,00 mensais para ter benefícios como assessoria na contratação do crédito, entre outros.
Nesta sexta-feira o Santander anunciou a criação de taxas diferenciadas na concessão de crédito imobiliário a clientes pessoa física que têm os Serviços Imobiliários Van Gogh ou que tenham conta-salário no banco. Aos demais clientes pessoa física, a taxa teto de referência nos empréstimos permanece em TR + 11%, negociáveis a partir do perfil do cliente.
A taxa para clientes do banco com relacionamento Van Gogh e sem conta salário para financiamento de imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) será de TR + 9,6% ao ano, enquanto para imóveis acima de R$ 500 mil, a taxa será de TR + 10% ao ano.
Para os clientes sem o serviço Van Gogh, mas com conta salário para financiamento de imóveis que se enquadram no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) a taxa será de TR + 8,8% ao ano, enquanto para imóveis acima de R$ 500 mil, a taxa será de TR + 9,5% ao ano. Essas mesmas taxas são praticadas quando o cliente tem conta-salário e também o serviço Van Gogh.
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