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Reajustes da Petrobras terão impacto no 3º trimestre

06 de agosto de 2012 | 14h 11
ANDRÉ MAGNABOSCO, MÔNICA CIARELLI E SABRINA VALLE - Agencia Estado

RIO - Os efeitos dos dois aumentos de combustíveis anunciados pela Petrobras este ano ainda não foram totalmente sentidos nos resultados da estatal. A avaliação é da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, ao reafirmar que a defasagem entre o preço internacional do petróleo e o praticado no Brasil pela estatal não é o único fator a explicar o prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre.

Os reajustes de combustíveis anunciados pela Petrobras em 25 de junho (gasolina 7,83% e diesel 3,94%) e 16 de julho (6% no diesel) só impactarão os resultados do terceiro trimestre. Por isso, os dados registrados entre abril e junho refletem apenas o aumento de 10% na gasolina e de 2% no diesel em vigor a partir de novembro do ano passado.

Graça afirmou que a companhia está sempre brigando para trabalhar com paridade de preços, entretanto, precisa se preparar para momentos de maior defasagem. Para isso, é necessário focar na melhoria operacional, como a maior eficiência dos poços da Bacia de Campos. Essa é uma estratégia depende da Petrobras. "Precisamos fazer um bom planejamento e seguir a risca", disse. Segundo ela, a companhia já conseguiu bons resultados na área de refino, que bateu em junho recorde de processamento de derivados de petróleo.

Etanol

Graça Foster afirmou ainda que o mercado de etanol vai se recuperar quando os usineiros entenderem que os preços justificam seus investimentos. Graça lembrou que o aumento da oferta de etanol ajudará a reduzir as importações de gasolina e diesel. "Voltará o etanol, o etanol fica", disse. "Gasolina e álcool são inseparáveis."

Graça lembrou que a companhia está investindo no setor de etanol e avalia ativos nessa área que estão à venda.

Desinvestimento

O diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que em agosto devem entrar no caixa da empresa R$ 5 bilhões em desinvestimentos, fruto de um acordo com a Petros.

Conforme antecipado pela Agência Estado em junho, a Petrobras fechou um acordo com o fundo de pensão da estatal para trocar garantias para uma dívida, que estão disponibilizadas na forma de títulos públicos, por estoques de combustível da companhia.

Barbassa afirmou que a papelada já está pronta e o acordo já foi fechado. A dívida não será alterada, apenas haverá uma troca das garantias. Com o acordo, a Petrobras consegue desmobilizar os títulos públicos para o caixa da companhia.




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