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Usiminas nega vender ativos ou elevar capital agora

27 de junho de 2012 | 17h 31
FERNANDA GUIMARÃES - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Usiminas descartou a necessidade, neste momento, de aumentar o capital ou vender ativos, como as unidades Mecânica e Automotiva, para melhorar a saúde financeira da companhia que, ao longo dos últimos trimestres, vem sofrendo com a pressão em suas margens de rentabilidade.

Segundo o presidente da siderúrgica mineira, Julián Eguren, as duas unidades, que já estiveram na pauta da diretoria para desinvestimento, ainda podem gerar valor e ajudar a empresa a ganhar competitividade. Apesar da consideração, o executivo disse que isso não significa que, futuramente, não se decida pela venda desses ativos.

O executivo disse, após participar de painel no Congresso Brasileiro do Aço, que acontece em São Paulo, que desde a sua chegada, em janeiro deste ano, a Usiminas está focada em mudanças internas, com grande esforço para a redução de custos e ganho de eficiência nas operações, medidas que devem melhorar a saúde financeira. "Estamos promovendo um grande corte nos custos. Nós temos que exigir mais da empresa."

Para Eguren, a melhoria no desempenho não deverá ocorrer "do dia para a noite" e a melhoria percebida no balanço da empresa, que no primeiro trimestre do ano apresentou prejuízo, ainda levará um tempo. O executivo disse que a ocupação da capacidade instalada já está mais favorável e hoje se situa entre 80% e 83%. "A Usiminas retomará a sua trajetória de competitividade e de lucratividade, e voltará a ser protagonista do setor", afirmou. Ele, no entanto, não quis firmar que os lucros retornarão ainda este ano.

Um dos desafios, considera o presidente da Usiminas, é acabar com a importação direta e indireta de aço no País. Segundo ele, a intenção da empresa é ocupar o espaço atualmente ocupado pelos produtos importados. Sobre os preços do aço, não quis dar estimativas e afirmou que qualquer ajuste dependerá do preço internacional. "Estamos mais preocupados com o serviço ao mercado interno. Hoje o preço no Brasil é muito competitivo."

O executivo disse, ainda, que as sinergias com a Ternium, companhia argentina que adquiriu fatia da Usiminas no ano passado, estão acontecendo e devem crescer. Ele informou que a companhia mineira já está vendendo placas para a Ternium no México, mas a preço de mercado. "A Ternium é um cliente."

Mineração

O presidente da Usiminas declarou que a primeira fase do projeto de mineração da companhia está em pleno andamento a produção de 12 milhões de toneladas de minério de ferro deverá ser alcançada no fim de 2013. Para a meta de 29 milhões de toneladas, anteriormente divulgada para 2015, Eguren preferiu dizer que o projeto ainda está em fase de estruturação.




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