Taxa de inadimplência do Itaú Unibanco sobe para 5,2% no 2º trimestre
No 1º trimestre do ano, inadimplência estava em 5,1%; calotes foram maiores na pessoa física
SÃO PAULO - A taxa de inadimplência do Itaú Unibanco subiu no segundo trimestre ante o primeiro, puxada pelo aumento de calotes na pessoa física. Na pessoa jurídica, os calotes caíram. O banco encerrou junho com taxa total de 5,2%, considerando os atrasos acima de 90 dias, ante 5,1% no período anterior.
Na pessoa física, a inadimplência saltou de 6,7% no primeiro trimestre para 7,3% no segundo. Já na pessoa jurídica, caiu de 3,7% para 3,5% na mesma base de comparação.
As taxas de inadimplência de prazos mais curtos (de 15 a 90 dias de atraso) caíram no segundo trimestre, para 4,5%, ante 4,8% no período anterior, com recuo tanto na pessoa física como jurídica.
As despesas com provisão para devedores duvidosos ficaram em R$ 6 bilhões, estáveis ante o primeiro trimestre. Na comparação com os meses de abril a junho de 2011, houve alta de 17% nas despesas com PDD.
O Itaú destaca, no demonstrativo de resultados, que esse nível de provisionamento é atribuído, principalmente, à alta inadimplência verificada nas carteiras de veículos, ao aumento das carteiras de crédito pessoal (principalmente crediário parcelado e cheque especial) e de pequenas e médias empresas.
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